O DEFESA BR
é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para
manter a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um
conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
Em 24 de outubro
de 2005, o governo
brasileiro anunciou seu ambicioso PROGRAMA
CRUZEIRO DO
SUL (PCS), que
seria conduzido conjuntamente pelo DCTA e AEB em parceria com os
russos e contaria com o desenvolvimento de 5 novos foguetes
lançadores de satélites até 2022. Nada mais foi
divulgado a respeito.
Moscou
não relutaria em transferir tecnologia a parceiros
estratégicos, como o Brasil. Sabe-se que a tecnologia de
veículos lançadores de satélites pode ser usada
para o desenvolvimento de mísseis balísticos.
Além desses foguetes, baseados no ÓRION russo,
interessava
ao Brasil toda uma série de mísseis, torpedos e
mísseis balísticos russos:
1)
MÍSSEIS ANTINAVIO
1A) MÍSSIL
HIPERSÔNICO MOSKIT
(Clique na
foto para ver imagem maior
do Moskit)
O Moskit hipersônico.
A
Rússia desenvolveu um míssil naval antinavio
hipersônico, que chega a atingir uma velocidade de mergulho de
Mach 4.5. O MOSKIT (mosquito)
ou SS-N-22 SUNBURN (codinome designado da OTAN)
pode voar a 3 vezes a velocidade do som (1 km/s) a poucos metros acima
da superfície da água do mar.
Ele pode ser armado com uma ogiva
nuclear equivalente a 200.000 ton (200 kiloton) de TNT, o que o
faria ser 6 vezes mais poderoso que a bomba atômica de Hiroshima.
Isso é largamente suficiente para devastar qualquer esquadra,
por
mais que poderosa. Sua carga explosiva convencional pesa 750 libras.
O MOSKIT (mosquito) é um streaker,
uma arma hipersônica que atravessa a zona defensiva de um navio
ou de toda uma frota inimiga tão rapidamente que a
interceptação é praticamente impossível. Pode fazer manobras bastante violentas em
forma de S para escapar das defesas inimigas e completar sua
missão. É o míssil antinavio mais letal da
atualidade.
Ele não tem
informação adequada para guiar-se. Precisa então
contar com links para transmissão de imagens táticas.
Assim, a tarefa de localizar alvos
além do horizonte (OTH -
Over
the Horizon - Radar Além do
Horizonte) pode ser realizada por
helicópteros
embarcados,
os quais também podem levar tais mísseis, tornando-se
elementos
letais na guerra antinavio. Isso demonstra a importância que
helicópteros
e heliplanos terão no futuro.
O MOSKIT tem alcance de
250 km, a ogiva pesa
320 kg e tem variante que pode ser disparado do ar por um Bombardeiro
TU-22 M Backfire, um FLANKER (como o Su-33) ou MiG-29, e de navios como
o Destróier Classe Sovremennyy (Rússia e China). Esse
variante
é denominado de ASM-MMS e também de Kh-4.
Sovremennyy com lançadores do Moskit na lateral junto
à Ponte.
Os 2
destróieres Sovremennyy chineses da Classe Haizhou carregam 8 MOSKIT cada. A Marinha da
Índia (IN) começa a
utilizar o KORAL, outro variante do MOSKIT, em seus destróieres da Classe Delhi.
Imagem impressionante do Moskit pronto para ser
carregado por um FLANKER Naval Su-33 (ao fundo).
1B)
MÍSSIL SUPERSÔNICO YAKHONT
Míssil Yakhont.
O míssil
supersônico naval antinavio (e de ataque terrestre) de nova geração YAKHONT,
SS-N-26 (OTAN) atinge uma velocidade
de Mach 2.6. Pode carregar 460 libras de explosivo convencional
ou nuclear.
Ele voa à altura das
árvores para evitar a detecção de radares. Em uma missão de grande alcance, de
até 300 km, ele voa a 46.000
pés, e a 35 km do alvo mergulha abaixo de 50 pés. Sua velocidade final de ataque é de
0,6 km/segundo.
O YAKHONT pesa 3.000 kg, pode ser disparado de
um lançador
móvel conhecido com BASTION, do ar por um
bombardeiro
TU-22 M Backfire), usando-se
um sistema ALFA com o
FLANKER (também como o Naval Su-33
e o Su-32 FN), de navios com seu conteiner
e até do tubo de
torpedos de
um submarino.
É a contraparte dos
americanos Tomahawk e Harpoon.
Imagem
do Yakhont ao lado de um FLANKER Naval Su-33 .
1C)
MÍSSIL HIPERSÔNICO KLUB
Míssil Klub
hipersônico.
O míssil
hipersônico naval antinavio (e ataque terrestre) KLUB (OTAN
SS-N-27) atinge uma velocidade de Mach 2.9
no seu 3º estágio a 15 mn do alvo (fase terminal). Antes, ele
viaja a uma velocidade subsônica entre 0.6 e 0.8 Mach.
Um altímetro barométrico permite que
viaje a baixa altitude, sempre
acompanhando o desenho do terreno.
O alcance do KLUB
é de 220 km antinavio e, para ataque terrestre, de
300 km. No primeiro caso, leva uma ogiva convencional
de 200 kg e no segundo caso, de 400 kg. O
anti-submarino
alcança 50 km.
Seu peso é de 2.300 kg e é melhor
disparado de navios com VLS (sistema de
lançamento vertical) ou de tubos de torpedos de submarinos. A versão 3M54E1 pode ser
utilizada por navios e
submarinos de menor tamanho, pois pesa 1.780 kg.
Existem versões para submarino (Klub-S) e
para
navios (Klub-N). As 5 versões
desenvolvidas são
: 3M54E & 3M54E1 (míssil Anti-Navio);
3M14E (míssil submarino-costa); e 91RE1 & 91RE2 (torpedo
Anti-Submarino).
A Índia vem adaptando seus 10 submarinos
KILO
para o seu emprego.
Os mísseis
de cruzeiro KLUB-S atuais
são os SS-NX-27 e pesam somente 1.000 kg.
2) TORPEDOS
2A) TORPEDO SUPERCAVITANTE
SHKVAL
SHKVAL
Míssil Submarino Supercavitante.
A
Rússia também desenvolveu um torpedo submarino de altíssima velocidade, que atinge 200
nós, ou seja, 3 a 4 vezes mais
rápido que qualquer torpedo convencional.
O torpedo sai dos tubos de
lançamento de torpedos a 50 nós, ligando segundos depois
o motor
foguete que o leva até aos 200 nós atuais, havendo
previsões de que uma
versão de 300 nós (560 km/h) está em
desenvolvimento. Na fase final da
propulsão do míssil este é guiado por quatro
aletas que são estendidas
ou recolhidas sucessivamente.
Trata-se do
SHKVAL, squall em
inglês, ou FURACÃO
em português. É
um míssil submarino extremamente veloz, sem equivalente no Ocidente. O SHKVAL (2 3)
daria pouquíssima ou nenhuma chance de fuga ou reação ao submarino ou
navio.
Ele é um projétil
supercavitante. Enquanto move-se à frente, rotaciona para dentro da cavidade da parede
d'água. Não há contramedidas
eficientes para tal arma. Seu emprego
poderá colocar
forças navais adversárias inteiras em considerável
desvantagem.
O Shkval foi criado para
ser tão rápido que os torpedos anti-torpedo
norte-americanos não fossem capazes de destruí-los antes
destes
alcançarem os seus alvos.
Concepção
do Torpedo Supercavitante Shkval.
Os americanos têm feito de
tudo para desenvolver algo semelhante,
aparentemente sem sucesso, por enquanto. Este míssil
foi a causa da
prisão do empresário
norte-americano Edmond Pope em Moscou por ter tentado
comprar planos de um torpedo de alta velocidade. Porém,
testes com ele podem ter
causado o acidente do
submarino Kursk.
O Shkval pode ser utilizado por
submarinos, navios, helicópteros
e aviões (Flanker e MiG-29) para destruir submarinos
e navios de guerra (ASW e ASuW). Procura-se conseguir construir submarinos
supercavitantes, o que faria com que tivessem velocidades acima de
1.000 km/h.
Até pouco tempo,
pensava-se que o
Shkval tinha entrado em serviço apenas no começo da
década de noventa,
mas sabe-se hoje que as suas primeiras versões foram usadas a
partir de
1977.
NO IRÃ
Em janeiro de 2009, o Irã
testou um míssil submarino chamato HOOT (baleia), que se move a
225 milhas por hora, resultante de um desenvolvimentto de parceria com
a Rússia, a qual remonta o fim dos anos 90. Trata-se de uma
espécie de Shkval iraniano.
Teme-se o advento de uma grande mudança estratégica para
os navios da US Navy no Golfo Pérsico, só por causa da
Baleia russo-iraniana.
NA CHINA
Noticias não confirmadas dão certo que a China teria
comprado 40 Shkvals ao Casaquistão em 1998, país que os
herdou da era soviética. A variante atualmente produzida na
Rússia é a “Shkval 2″ que, ao contrário da
inicial,
é guiada por impulso vetorial e que tem um alcance maior.
A versão que a China comprou ao Casaquistão teria
sido esta, o que não deve ter agradado aos russos que fabricavam
uma versão de exportação do torpedo, mais limitada
e com menos velocidade e alcance, anunciada pela primeira vez na IDEX
99 em Abu Dhabi.
3)
MÍSSEIS AR-SUPERFÍCIE (ASM)
3A) MÍSSIL SUPERSÔNICO ZVEZDA
KH-31
Míssil
Zvezda hipersônico.
O míssil
supersônico ar-superfície anti-radar ZVEZDA KH-31A ou
AS-17 KRYPTON (OTAN) atinge atinge uma velocidade
de Mach 2.7 a 3.5, em maior altitude. Sua ogiva pesa 90 kg e o
míssil somente 600 kg.
Ele foi projetado para destruir
radares, como o do PATRIOT e o
AEGIS (também é antinavio). Seu alcance é de 70 km
a 110 km (KH-31P), voando a
altitudes
de 30.000 pés.
O ZVEZDA KH-31A pode ser disparado do ar pela
família FLANKER e pelo
MiG-29. Hoje também pode ser disparado de
superfície (navio) ou terra pelo
lançador MK-10.
4)
MÍSSEIS ANTI-AÉREOS (SAM)
4A) SISTEMA DE MÍSSEIS
HIPERSÔNICOS S-300 e S-400
O
míssil
hipersônico antiaéreo S-300
PMU-2 ou
SA-10C GRUMBLE (OTAN) é um
sistema
SAM (Surface to Air Missile -
Míssil
Superfície-Ar) que atinge a fantástica velocidade
de Mach 5. O termo inglês grumble
significa resmungo, lamento,
murmúrio,
queixa (provavelmente do atacante sendo
derrubado).
O S-300
básico é um sistema móvel com míssil
lançado verticalmente
de um veículo dedicado baseado no chassis 8 x 8 MAZ-7910.
Cada veículo pode carregar 4 mísseis. Possui um sistema
muito avançado de busca em alto-frequência com capacidade
Anti-Furtiva, que o faz encontrar e atingir até um F-117.
É o equivalente russo do Patriot.
Sua atual geração, denominada S-300
PMU-2 (2 = export favorite) permite localizar e
derrubar alvos furtivos (stealth) como
o famoso futuro caça também americano F/A-22. Utiliza o
míssil 48N6.
Tanto a China como o Irã possuem unidades
do
sistema S-300 PMU
na proteção de bases aéreas e sites de
mísseis (atômicos no
caso da China).
Desfile Militar na
Praça do Povo com dezenas de S-300.
O S-300 PMU-2
é um sistema com foguete sólido de um único estágio, o qual pode levar 200
libras de
alto explosivo convencional ou nuclear de 2 kiloton. Alcance de alvos a
60 milhas e peso de 3.262
libras.
A versão naval do SA-10
é o SA-N-6
GRUMBLE, com VLS:
O SA-10 Naval com VLS
(SA-N-6).
A nova
geração da família do S-300 é o S-400
TRIUMF (SA-X-20),
desenvolvido pela PVO
Almaz-Antev, com longo alcance
de 400 km (distância substancialmente
aprimorada), com mísseis 9M83M
e 9M82M do SA-12.
O sistema S-400 consegue mesmo lançar mísseis de curto,
médio e longo alcance, podendo ser usado contra
mísseis de cruzeiro, aeronaves e
também ogivas de mísseis balísticos a uma grande
variedade de
altitudes.
Pode interceptar mísseis balísticos ao alcance de 3.500 km,
aproximando-se a uma velocidade de até 4,8
km/seg. Deveria ter entrado em serviço na Rússia em 2005,
mas o primeiro regimento equipado com ele somente será ativado
no final de 2006, na cidade de Fryazevo,
próxima a Moscou.
Míssil
sendo lançado pelo sistema S-400.