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Exército Brasileiro  -  EB

Meios Disponíveis e Futuros



Batalha dos Guararapes

"Batalha dos Guararapes" - Invasão Holandesa.
Marco do nascimento do Exército Brasileiro.
Quadro com 45 m2 de Victor Meirelles (1832-1903).


O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.


INTRODUÇÃO


O Exército Brasileiro, ou EB, vem assistindo a uma
forte redução de seus quadros, capacidade operacional e investimentos nos últimos anos, situação que procurou aproveitar com oportunidade e eficácia para profissionalizar-se e também investir em seus melhores quadros na AMAN.


De acordo com nossa página de simulação referente ao Ministério da Defesa (MD), tendo-se um Planejamento Estratégico de Longo Prazo nesse período de Transição, o EB passará a ter disponíveis entre 2011 e 2025 os seguintes recursos, em Dólares (US$) médios anuais, visualizados no quadro abaixo :       

         
FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
EB
1,2
2,7
2,5
6,5



Serão US$ 1,2 bilhão para Pesquisa & Desenvolvimento com Inovação - PD&I, US$ 2,7 bilhões para Construção de Meios e US$ 2,5 bilhões para todas as operações e manutenção habituais da Força, totalizando expressivos US$ 6,5 bilhões, anualmente. As verbas úteis atuais são bem menores.
         

No período de 15 anos entre 2011 a 2025, os investimentos somarão :


FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
EB
18,0
42,0
37,5
97,5
%
18,5%
43,0%
38,5%
100%



EB




MEIOS ATUAIS


O EB, como as outra Forças, vem enfrentando a desatualização e a carência de recursos para o desenvolvimento, construção e aquisição de novos meios de combate.


Entretanto, novas perspectivas surgiram com
o advento da AvEx, Aviação do Exército e com novos mísseis e foguetes, alguns de origem russa e uma nova família de mísseis da AVIBRAS.


Também é interessante a recente disposição sobre seus EFETIVOS, agora estipulados em 202.995 homens.
Destes, o Exército manterá mais de 30 mil na AMAZÔNIA, efetivo considerado insuficente para  área coberta.



Brasil e Fronteiras

Área de fronteiras da Amazônia Brasileira com 7 Países.
(Arte Correio Braziliense)



O EB participou de todas as missões de paz da ONU no Timor Leste desde 1999. O Brasil foi o país com o maior número de militares no Timor e o único a aumentar seu efetivo. Tendo saído em 2005, há em 2006, um pedido das Forças de Defesa do Timor Leste (FDTL) para seu retorno em meio a grave crise institucional.


Em 28 de maio de 2004, partiram os primeiros efetivos do EB para o Haiti, onde ainda comanda em 2006 com 1.200 homens a Força de Paz de 6.000 homens composta por diversos países da América do Sul.



Brigada Haiti

A Brigada Haiti em Porto Príncipe, em 9 de julho de 2004.
(Foto Ana Nascimento - Agência Brasil - 41639)



Merece registro ainda a criação da Brigada de Operações Especiais (BOE), com sede na cidade de Goiânia.




AMAZÔNIA


O EB pode possuir hoje uma Estratégia de Resistência contra poderes superiores, que estaria alicerçada em operações não convencionais e de longa duração. Teria dois pilares: um moral e outro material. O moral é a vontade do povo brasileiro. O material é o poder militar de ar, de mar, e de terra, com capacidade de durar.


Entretanto, essa poderia ser uma luta impossível e extremamente custosa em vidas, pois somente sendo respeitado pelos mais fortes como forte o Brasil será capaz de preservar a Amazônia. Disso trata a presente simulação do DEFESA BR.



Pelotão Especial de Fonteira - Operação Timbó II

Pelotão Especial de Fronteira em ação.
Operação Timbó II - Julho de 2004.
(Foto do EB)



O PROGRAMA CALHA NORTE (PCN) foi criado em 1985 pelo Governo Federal para promover a ocupação e o desenvolvimento ordenado da Amazônia Setentrional e já esteve vinculado a diversos órgãos do Governo Federal. Agora, está subordinado ao Ministério da Defesa.


A região do Calha Norte abrange 70 municípios, 38 dos quais ao longo dos 5.993 km da Faixa de Fronteira, em 4 Estados da Federação (AM, PA, RR e AP)e faz fronteira com a Colômbia, a Venezuela, a Guiana e o Suriname. Os centros urbanos brasileiros mais próximos são Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP).



Nos tempos atuais, tropas vêm sendo deslocadas de outras regiões para formarem um cinturão nas fronteiras norte e noroeste do País. Pequenos postos garantem uma presença militar em pontos chaves. Ao mesmo tempo, bases de retaguarda equipadas com pistas de pouso funcionam como áreas de reforço e de aprovisionamento.



PCN



Como exemplo, o Exército concluiu em 2005 a instalação da Brigada de Selva de São Gabriel da Cachoeira, na Amazônia. Planejava ainda construir uma unidade especial em Querari, por causa das preocupações que exigem uma vigilância constante e completa em relação à fronteira com a Colômbia


Com as transferências, o Exército ampliou a presença na área para quase 30 mil soldados. Há ainda planos de mais três Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) no Acre e em Rondônia, as novas áreas do Calha Norte.


Ao criar um Pelotão de Fronteira em áreas inóspitas e remotas, o EB cria também um núcleo de povoamento, com toda a infra-estrutura para a sua população. Com o passar do tempo, transforma-se em uma nova cidade.


O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus é a Casa do Guerreiro de Selva, sendo reconhecida como a melhor escola do tipo  no mundo.
Nas 5 bases do CIGS, soldados e oficiais treinam por 12 semanas e aprendem a sobreviver na floresta com duros exercícios em que caminham dias carregando 50 kg de equipamentos, bebendo água das plantas e comendo o que puderem apanhar, inclusive cobras e insetos.



VÍDEO - A AMAZÔNIA NOS PERTENCE (06:58 MIN)


Excelente vídeo do Centro de
Comunicação Social do Exército.



Nas aulas teóricas, lêem os trabalhos de Ho Chi Minh, do general Giap, e de Che Guevara. As muitas ações sociais que desenvolvem, tratando da população civil nos seus hospitais,  e difundindo o ensino do português nas escolas, são parte da preparação militar, pois é o povo quem sustenta uma guerrilha, como descobriu-se no Vietnã. A Selva não pertence ao mais forte, mas ao sóbrio, habilidoso e resistente.
 



SELVA !
A Amazônia é prioridade nacional.



Na Estratégia da Resistência (Lassidão) em uma região difícil como a Amazônia,  em que o GPS simplesmente não funciona sob a densa cobertura vegetal da floresta, torna-se necessário encontrar uma área aberta, limitando o seu emprego. Do mesmo modo, toda a tecnologia e armas sofisticadas têm seu uso degradado pelo intenso calor e umidade da região.



VÍDEO - O EXÉRCITO NA AMAZÔNIA -
COMBATE DE RESISTÊNCIA
(05:02 MIN)



O Brasil tem a Estratégia da Lassidão para emprego na Amazônia.



Nesse caso, valerá mais o conhecimento do combatente de selva sobre a floresta e no uso de seus recursos, contra o oponente militar ou tecnologicamente mais forte. Diferentemente de uma força militar dependente do GPS e de outros recursos de navegação, os soldados indígenas ou caboclos se orientam na mata sem nenhum recurso tecnológico.



Operação Timbó II - Jjulho de 2004

SELVA !
Operação Timbó II - Julho de 2004.
(Foto do EB)



Desde julho de 2004, o Programa Calha Norte conta com mais uma Brigada de Infantaria Motorizada, passando a ser a 3ª na região:

     g   16ª Brigada de Santo Ângelo (RS) para Tefé (AM);
           
     g   1ª Brigada de Petrópolis (RJ) para Boa Vista (RR); e

     g   2ª Brigada de Niterói (RJ) para São Gabriel da Cachoeira (AM).


O efetivo normal de uma brigada é de aproximadamente três mil homens. Na área amazônica, ela é constituída por três batalhões de infantaria de selva (cada um com cerca de 600 homens), e o restante da Brigada se divide entre as tropas de apoio (Artilharia, Engenharia, Comunicações e Logística) e o Comando do efetivo, chegando a cinco mil homens.



VÍDEO - PROJETO AMAZÔNIA PROTEGIDA (07:08 MIN)


Apresentação criada pelo EB sobre o Projeto Amazônia Protegida,
estabelecido pela Estratégia Nacional de Defesa (END).



VÍDEO - GUERREIROS DO BRASIL - 10/11/2009
JORNAL DA RECORD
(07:28 MIN)



Matéria apresentada pela Rede Record em 10 de agosto de 2009.



Em 24 de junho de 2010, o Comando do Exército assinou um contrato com a Atech Negócios em Tecnologias S.A., para o desenvolvimento do projeto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras - SISFRON, que tem por objetivo garantir a soberania nacional nos 16.886 quilômetros da fronteira terrestre brasileira.


Dentro da estrutura do Exército Brasileiro, o SISFRON está a cargo do Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica (CComGEx), ligado ao Departamento de Ciência e Tecnologia.


O contrato assinado com a Atech Negócios em Tecnologias, empresas criada no final de 2009 a partir de cisão da Fundação Atech, envolve a elaboração do projeto básico do SISFRON, a um custo de R$ 17,2 milhões.



(Clique na imagem abaixo para ampliação)

Pelotões de Fronteira

Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON).
(Arte EB)



NOVO COMANDO MILITAR DO NORTE


Em março de 2013, foi criado o Comando Militar do Norte CMN), que abrange os Estados do Pará, Maranhão e Amapá, a partir da separação do Comando Militar da Amazônia (CMA).


Com essa mudança, toda o Norte ganha mais importância estratégica e caminha o processo de expansão da presença do Estado brasileiro na região amazônica.


O novo CMN será o oitavo comando do Exército, terá sede em Belém do Pará, e ocupará uma área de cerca de 1,722 milhão de quilômetros quadrados, território correspondente a 42% do tamanho do que era antes o Comando Militar da Amazônia.


Localizado na Amazônia Oriental, o novo comando é defendido pelos militares por ter características completamente diferentes da Amazônia Ocidental.


De início, contará com dez mil homens. Mas, dentro da estratégia de ocupação da região, uma nova Brigada de Infantaria de Selva, em Macapá, a ser batizada de Brigada da Foz, será construída e irá reforçar a região com mais cerca de quatro mil homens.


O CMA dispunha de 27 mil soldados e com a divisão passou a 17 mil, embora o deslocamento de novas unidades para a Amazônia estejam previstas, para reforçar a área de fronteira.


O Estado do Maranhão, que pertencia ao Comando Militar do Nordeste, integra agora o Comando do Norte.


Considerado prioritário pelo Exército, o Comando da Amazônia vai cuidar de 9.358 quilômetros de fronteira.



Brasil - Mapa do Norte




AVIAÇÃO DO EXÉRCITO


Em 1986, foi criada a AvEx, Aviação do Exército, que está amadurecendo e sendo preparada para desempenhar um papel muito sofisticado nas futuras operações do Exército.



Operação Timbó II - AvEx

Dois Panteras da AvEx na Operação Timbó II - Julho de 2004.
(Foto EB)



A AvEx dispõe hoje de somente 73 helicópteros, sendo 16 HB 350L Esquilo, 19 AS 550A2 Fennec, 34 AS 565K Pantera, e 4 UH-60L Black Hawk (S-70A-36), para transporte de tropas.


Esses
Black Hawks foram adquiridos pelo EB como condição para participar da Missão de Observadores Militares no Equador e no Peru (MOMEP), uma operação de pacificação, entre 1995 e 1999, tendo voado lá por dois anos.



Pantera do EB

  Helicóptero Pantera do Exército Brasileiro  - AvEx.
(Foto do EB)



Foram recebidos ainda 8 novos Cougars AS 532 UE, que também integram o 1º Batalhão de Transporte Logístico, em Taubaté. Em futuro próximo, a AvEx precisará ampliar sua frota para algo superior a 300 helicópteros e passar a operacionalizar sua própria frota de aeronaves de asas fixas, basicamente para transporte (o que hoje é feito pela FAB).


A missão da AvEx será bastante ampliada com o advento dos
DHMs - DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO, um VTOL.




MÍSSEIS E FOGUETES 


Outros meios de combate que ganham cada vez mais importância para o EB são os Mísseis e os Foguetes, de todos os tipos, dimensões e utilizações.


O Míssil Tático MATADOR, ou AV/MT 300, da AVIBRAS, surgiu a público em agosto de 2001 como uma resposta mais econômica brasileira ao Tomahawk, graças à sua capacidade tática de atingir alvos a 300 km de distância, em seu modelo básico e limitado de exportação. Seu sistema digital de navegação terá o que há de mais moderno no mundo.



AV/MT 300   O MATADOR

O MATADOR AV/MT 300 da AVIBRAS será capaz de atingir alvos a 300 km
de distância com grande precisão. Dotado de inteligência eletrônica, é guiado
por um sistema digital de navegação (GPS), que permite procurar e localizar
eletronicamente o objeto do ataque, virtualmente sem  índice de erro.
Será disparado pelo sistema ASTROS.



Brevemente, o EB disporá de versões de cruzeiro para emprego estratégico com alcances superiores a 1.000 km, que também serão de enorme utilidade para a FAB e para a MB. 

     
Há ainda uma família de mísseis guiados por fibra ótica de múltiplo emprego FOG-MPM, que recebeu em 2001 uma versão com raio de ação de 60 km, dirigido pelo artilheiro até o alvo por imagens de televisão.



FOG-MPM

Míssil ótico FOG-MPM.



Tanto o AV/MT MATADOR como o FOG-MPM podem ser disparados através do novo sistema ASTROS II.


O
sistema ASTROS é mundialmente conhecido por ser um lançador múltiplo de foguetes de saturação, como os SS-30, SS-40 e SS-60 e SS-80, com alcances variando de 9 a 90 km, sendo exportado para diversas nações amigas, justamente por essa fabulosa diversidade de empregos e de munições a partir de uma única plataforma móvel.


Com o advento do Acordo de Cooperação Militar Brasil-Rússia, em abril de 2002 (só promulgado em 2005), a Avibras passou a desenvolver em conjunto com o escritório Sukhoi a nova família do sistema ASTROS III.


Será fundamental para a Defesa do território brasileiro o emprego e até desenvolvimento conjunto de novas versões do míssil russo S-400, capaz de derrubar um F-117 (como na Sérvia em 1999) e até um F-22, com alcance de 400 km. Esta será a base de nosso sistema de SAM.


Será desenvolvido com a Força Aérea um SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS - SIDM / ASAT. As defesas nesse sistema contra ameaças aéreas e de mísseis estão baseadas na ligação e apoio mútuo do arsenal de caças, mísseis antiaéreos e anti-mísseis, sensores terrestres, aéreos e orbitais.


Incluem-se Armas Anti-Satélite no sistema, conhecidas como ASAT. Terá um custo de construção de US$ 4 bilhões para o EB, em um total de US$ 7 bilhões (US$ 3 bilhões da FAB). 


As defesas antiaéreas e anti-mísseis (basicamente com SAMs) deverão proteger bases, estações de radar, alvos de importância política e econômica, como concentrações urbanas, indústrias, represas, hidrelétricas, usinas nucleares, etc.


O EB implantou em 2006 o Radar de Vigilância SABER X-M60, que integra o sistema de defesa antiaérea de baixa altitude. SABER significa Sistema de Acompanhamento de Alvos Aéreos Baseado em Emissão de Radiofreqüência. Trata-se de um sistema de radar de defesa antiaérea desenvolvido pelo EB em parceria com universidades e a OrbiSat.



VÍDEO - ORAÇÃO DO GUERREIRO
DE SELVA
(01:38 MIN)



Formatura do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em São
Gabriel da Cachoeira (AM), com a Oração do Guerreiro
de Selva sendo entoada pelos seus integrantes. 



Utilizado para defesa de instalações estratégicas, como centrais de energia elétrica, acompanha os alvos e rastreia vários deles simultaneamente a distância de 60 km e a altitude de 5 mil metros. Os dados são enviados em tempo real para um Centro Integrado de Operações Aéreas. A reação pode envolver o envio de aviões de caça, lançamento de mísseis ou artilharia rápida.


Leve e portátil, o radar pode ser transportado para qualquer ponto do território nacional. Até 2008, deverá chegar o SABER M200, versão com alcance de 200 km.
Ambos serão operados pelo EB e a FAB.


Mísseis portáteis MANPADS, como o IGLA-S russo serão cada vez mais desenvolvidos. O FOG-MPM, e seus veículos lançadores, como os ASTROS II e III, também terão importância crescente em futuros cenários.


Também será possível contar com os revolucionários armamentos DEW, à velocidade da luz, KEW, MIRACL e a temível E-Bomb.


A tecnologia em todos estes campos está ainda no início. Aqui, P&D INOVADORES em conjunto serão prementes, fundamentais.     



Astros Lançando AV/MT

O Astros é um lançador múltiplo de foguetes 
baseado no veículo AV-LMU e pode lançar
até o Míssil Tático AV/MT e o FOG-MPM.




BLINDADOS


Uma família de blindados de 10 a 20 toneladas vem sendo desenvolvida também pela AVIBRAS para o EB e outros clientes. Ela foi desenhada de acordo com conceitos revolucionários de engenharia, como a propulsão híbrida - diesel - elétrica, que é simples e silenciosa, com baterias feitas com nova geração de materiais.


O blindado é modular, baseado em um veículo padrão com tração 6 x 6 ou meia-lagarta e disporá de variados sistemas de armas, tornando-se um verdadeiro multimissão.


De acordo com a situação, podem ser aplicadas blindagens móveis de diferentes especificações e peso. Dependendo do emprego, seu tubo do canhão de 120 milímetros tem capacidade para disparar também mísseis e condições para ceder o espaço na torre para um sistema de artilharia rápida antiaérea com 1.700 tiros por minuto.

Tank

Os Exércitos brasileiro e argentino iniciaram em 2004 o desenvolvimento de um novo veículo leve de reconhecimento (dispondo de armamento), comando e controle, transporte de material, e evacuação de feridos.


Será semelhante ao Hummer americano, de emprego geral, 4x4, para qualquer terreno, com 4 homens e com capacidade de carga de até 800 kg. Deverá ser construído e exportado em grande quantidade com componentes disponíveis comercialmente na zona de influência brasileiro-argentina, objetivando-se obter um produto econômico e de fácil manutenção.


A Viatura Blindada de Combate (VBC) Leopard 1 A1, de fabricação alemã, passou a fazer parte da Força Terrestre entrando em operação em 1997, com 128 unidades.
Foram adquiridos usados do Exército da Bélgica.


O EB adquiriu 240 unidades da versão 1 A5 usados do Exército da Alemanha em 2006, passando os Leopard a ser a espinha dorsal dos carros de combate do exército brasileiro.


Dos 128 Leopard 1 A1, 74 serão fonte de peças para o modelo 1A5, sobrando apenas 54 na ativa. E dos 240 Leopard 1 A5, só 220 são operacionais. No total, a Força dispõe de somente 274 VBC Leopard usados.


O Guarani foi desenvolvido pelo EB junto com a empresa Iveco, do grupo Fiat, vencedora de licitação em setembro de 2007, e terá uma torre não tripulada da empresa israelense Elbit Systems.



Guarani



Urutu III na LAAD 2009

Protótipo do Guarani na versão 6x6 exposto no estande
da IVECO na LAAD 2009, no Rio de Janeiro.
Na verdade, tratou-se de uma maquete em tamanho natural.
(Foto exclusiva Defesa BR - Roberto Silva)




MEIOS FUTUROS

      

Há algum tempo, voltou a ser discutida a construção de nova versão do MBT OSÓRIO através da IMBEL, que herdou todo o projeto e os maquinários de produção da extinta ENGESA.


Com o advento da NANOTECNOLOGIA, ele e outros meios e equipamentos INOVADORES serão projetados para o emprego de Materiais NANO-ESTRUTURADOS, que poderão ser 100 vezes mais fortes, enquanto mais leves, e mais resistentes a altas temperaturas e explosões que o aço e outros materiais conhecidos.


Em nossa simulação, esses materiais terão sua força e resistência aumentada em 3 vezes, do mesmo modo que seu NANO-COMBUSTÍVEL e as NANO-BATERIAS.


Entretanto, na presente simulação, um Plano de Construção de 15 anos até 2027, com verbas médias anuais de US$ 2,8 bilhões, poderá contemplar os seguintes Meios e Sistemas de Armas :  
       
     g   500 Helicópteros diversos para a AvEx;

     g   50 Aviões de Transporte;
           
     g   50 Dirigíveis Híbridos Multimissão (DHMs) Pesados (20) e Médios (30);

     g   200 Lanchas de Patrulha Fluvial; e

     g  Meios e Sistemas de Armas Terrestres.


Haverá uma definição do efetivo total do EB em 300.000 homens. Serão 250.000 combatentes MODERNOS. Desse quadro, serão selecionados 20.000 integrantes profissionais permanentes (distribuídos por 4 campos), para a nova Força de Ação Rápida Estratégica Integrada - FAREI, a ser desenvolvida em conjunto com a FAB e a MB.


O
uso de recrutas nessa Força Especial será proibido por ser um desperdício de treinamento. Será formulado a partir do atual BOE.



VW Worker

Depois de 50 anos, a Volkswagen conseguiu invadir um mercado considerado
exclusivo da Mercedes-Benz, com a entrega em abril de 2007 dos primeiros
14 caminhões Worker 15.210 4x4 para o EB. Ele pertence à categoria VOP2 5QT,
de veículo operacional capaz de transportar até 5 ton em qualquer tipo de terreno.
Trata-se do único caminhão nacional que pode ser lançado pelos pára-quedistas
de aviões de menor porte e servirá para transporte de equipamentos e tropas.



Com isso, serão introduzidos pelo EB 4 Campos de Treinamento para 5.000 tropas cada para a FAREI, no RJ, MT, RN e AM, com facilidades das 3 Forças (EB/MB/FAB) para exercícios aromóveis com suporte naval constantes, além de acessos variados e ágeis a diferentes regiões do mundo, objetivando promover ações decisivas das FORÇAS INTEGRADAS ORGÂNICAS.



Defesa da Amazônia

FORÇAS INTEGRADAS ORGÂNICAS
pela Defesa da Amazônia



Esses 4 Campos custarão ao EB US$ 300 milhões cada um em investimentos ao longo do plano. Entretanto, os 4 somados terão um alto, porém, necessário custo de operação anual de US$ 200 milhões, incluindo-se todas as despesas com treinamento, deslocamentos e manutenção de operações fora do país.


Cada Campo comportará, entre outras, 2 Brigadas Aeromóveis. Serão destinados 20 helicópteros médios para o transporte de cada Brigada, além de revolucionários DHMs - DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO.


Esses quadros terão abrangente e inovador treinamento, aliado à aquisição de rica experiência em diversos cenários, níveis de dificuldade e intensidade, funções, culturas e idiomas. Dadas tais características únicas, demandarão serem considerados efetivados na Força, para que possam vir a transmitir o longo caminho de seu caro aprendizado para novas gerações em todo o efetivo geral da Força no futuro, motivando-os e realimentando o processo de seleção.


As FAREI do RJ e do RN, além de MT e AM, serão exaustivamente treinadas com o Curso de Operações na Selva, a ser realizado nas 5 bases do Centro de Instrução de Guerra na Selva.


Como Meio Futuro, o TRANSPORTE POR DIRIGÍVEIS DHMs virá para ajudar a resolver de forma econômica e em grande estilo o grave problema logístico da ocupação e transporte civil e da operação militar na região Amazônica, principalmente através do PROGRAMA CALHA NORTE.



DHM CD-300

DHM Pesado, de 300 ton.



Na atual simulação do DEFESA BR, será utilizada somente a nova tecnologia dos DHMs - DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS MULTIMISSÃO VTOL (Vertical Take-Off and Landing), que poderão operar com enlace em redes e em conjunto com os Futuros NAVIOS e LANCHAS DE PATRULHA TRIMARAN da MB. O EB também contará com suas LANCHAS DE PATRULHA TRIMARAN Fluviais próprias, iguais às da MB.


Uma novidade que responderá com eficácia aos problemas de logística na Amazônia será a dos BARCOS VOADORES MULTIMISSÃO.


Navios e Dirigíveis Médios (100 ton de carga) terão a capacidade de transportar
um PELOTÃO MÓVEL (70 tropas) e seus equipamentos, podendo funcionar até mesmo como BASES MÓVEIS AVANÇADAS.




INVESTIMENTOS DO EB


O Custo Total de Construção de Meios e Sistemas de Armas no Exército Brasileiro em 15 anos (2011 a 2025) é estimado em US$ 42 bilhões, dividindo-se em US$ 21,55 bilhões para Meios Aéreos, US$ 300 milhões em Meios Fluviais e também US$ 20,15 bilhões para Meios Terrestres :       



MEIOS
PREÇO 
US$ MI
QUANT
TOTAL 
US$ BI
1) AÉREO




A) HELICÓPTEROS 
   (500)



ATAQUE
30
250
7,50
TRANSPORTE PESADO
40
50
2,00
TRANSPORTE MÉDIO
30
200
6,00
Sub-Total

(31.0)
500
15,50
B) AVIÕES
(50)



TRANSPORTE PESADO
80
15
1,20
TRANSPORTE MÉDIO
50
35
1,75
Sub-Total

(59)
50
2,95
C) DIRIGÍVEIS DHM
(50)



PESADO 80
20
1,60
MÉDIO 50
30
1,50
Sub-Total (62)
50
3,10
2) FLUVIAL




LANCHAS DE PATRULHA
1,5
200
0,30
Sub-Total (1.5)
200
0,30
3) TERRESTRE
         



         
CARROS DE COMBATE (CC)     
2,0
3.000
6,00
VEÍCULOS BLINDADOS
DE INFANTARIA (VBI)          
0,2
5.000
1,00
TRANSPORTE
-
-
3,45
SIDM - SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS / ASAT
-
-
4,00
ARMAMENTOS E MUNIÇÕES
0,018   
250.000
4,50
CAMPOS DA FORÇA DE AÇÃO RÁPIDA
300
4
1,20
Sub-Total


20,15
  




TOTAL



42,00
   


Nesta simulação, fica clara a inédita ênfase dada à AvEx, com US$ 15,5 bilhões investidos em helicópteros, US$ 2,95 bilhões em aviões, e US$ 3,1 bilhões em dirigíveis, totalizando US$ 21,55 bilhões de US$ 42 bilhões disponíveis (51,3%). 




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