INTRODUÇÃO
A Força Aérea Brasileira - FAB, tem longa tradição e lhe é dado enorme valor por ter conseguido manter-se
ativa após tanta
carência de recursos, que lhe faltaram até mesmo para combustível e peças
de reposição de seus quase 800 aviões, boa parte próxima do fim de
vida útil. Por isso, seu
Plano de Reaparelhamento recebeu o nome de FÊNIX,
a pomba
que renasce das cinzas.
Certamente, esse triste quadro
será ultrapassado em poucos
anos, pois o
seu papel no futuro já precisa começar a ser escrito com novos paradigmas.
A FAB será nossa principal
garantia
de Defesa do País e da AMAZÔNIA VERDE
e precisará estar à altura
de enfrentar, em quantidade e qualidade, quem tente alienar o "pulmão" e qualquer riqueza do território nacional, inclusive os
da outra Amazônia, chamada
de AMAZÔNIA
AZUL, a Área Marítima Jurisdicional, com as vastas riquezas petrolíferas
do Pré-Sal.
Deverá estar
capacitada a defender as DUAS
AMAZÔNIAS, simultaneamente. Precisará ainda estar preparada para enfrentar missões ultramar. Isso tudo
pressupõe o emprego de aeronaves de grande alcance.
O Brasil tem 7.491 km de
fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é
a soma da Zona
Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma
área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando
destacada em
azul claro e escuro no mapa acima. Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são
indicados.
(Arte da MB)
Para início da urgente
missão de reaparelhamento desta Força, com modernização e
aquisição, foram tratados
os ALX, F-5, AMX e seus aviões de patrulha marítima e
transporte.
No todo, o Plano Fênix
englobava todas as ações para diferentes tipos de aeronaves, e deveria ter tido
investimentos de US$ 3,5 bilhões
em 5 anos, o que ainda teria sido pouquíssimo frente ao longo e
contínuo descaso de
seguidos governos.
O aspecto mais conhecido no Plano
Fênix foi o PROJETO FX BR, que visava adquirir pequeno número
de caças de
interceptação, mas com capacidade multimissão,
para início de
operações em 2006.
Essa aquisição
inicial culminou em contemplar
um contrato "meia-sola", em 15
de julho de 2005, de compra de 12 caças Mirage 2000 B & C - de interceptação - usados da Armée de L'Air francesa.
Em uma nova seqüência,
existe agora o FX-2,
que deverá significar
um quantitativo de 120 caças multimissão de 4ª e 5ª
Gerações aqui
produzidos, que deverá começar com um caça de
4ª Geração e culminar em um de 5ª.
Mesmo assim, esse quantitativo
ainda é
muito pouco para as dimensões
continentais do Brasil, tendo em vista as extensões da Amazônia, do Litoral, dos Mares Jurisdicionais e até mesmo do
Atlântico Sul (Aliança
Estratégica com a
África do Sul).
É muito pouco para um
País que detém a 3ª maior frota
aérea atual,
contando com mais de 11.000
aeronaves e 32.000 pilotos em atividade.
VÍDEO -
DEMONSTRAÇÃO DA FAB (05:16 MIN)
Tem ainda a 2ª maior frota de aeronaves executivas do mundo, com 2.000
aeronaves, só perdendo para a dos EUA. Além
disso, hoje São Paulo já possui a 2ª maior frota urbana de helicópteros do
planeta, havendo uma frota de mais de 1.000 aparelhos em todo o País.
Em 31 de outubro de 1901,
às 18 h, os canhões da Torre Eiffel
anunciaram que o brasileiro Santos Dumont havia ganho
um prêmio de 100 mil
francos com seu dirigível N-6.
De
acordo com nossa página de simulação referente ao
Ministério da Defesa (MD),
tendo-se um Planejamento a Longo Prazo, a FAB passará a
ter disponíveis entre
2008 e 2022 os seguintes
recursos, em Dólares (US$) médios anuais, visualizados no quadro abaixo :
|
FORÇA
|
PD&I
|
CONS
|
OP & MT
|
TOTAL
|
|
FAB
|
0,4
|
3,2
|
1,1
|
4,7
|
Serão
US$ 400 milhões para PD&I, US$ 3,2 bilhões para Construção de Meios e US$ 1,1
bilhão para todas as operações
habituais da Força e sua manutenção, totalizando US$ 4,7 bilhões. As verbas atuais
são muito, muito inferiores a esse patamar.
No período total de 15 anos
entre 2008 e 2022, os investimentos somarão :
|
FORÇA
|
PD&I
|
CONS
|
OP & MT
|
TOTAL
|
|
FAB
|
6,0
|
48,0
|
16,5
|
70,5
|
|
%
|
8,5 %
|
68,1 %
|
23,4 %
|
100 %
|
MEIOS ATUAIS E FUTUROS
1) CAÇAS
Tendo em
vista que
as ameaças potenciais não são nossos vizinhos, mas possíveis
potências com crescente interesse pelas duas AMAZÔNIAS,
o País não poderá sequer tentar proteger-se desses
invasores com menos de 800
aparelhos de superioridade aérea de Longo Alcance (5.000 km ou superior) e de Médio
Alcance (3.000 km ou superior),
para emprego em cenários de alta intensidade e sempre com enlace em redes.
Eles terão seu efeito bastante ampliado e multiplicado com o
apoio permanente de grande quantidade de aeronaves inteligentes
operando em rede como C4ISR, processando e coordenando
inteligência.
1A) O FX-2
O
FX-2 deverá somar
120 caças multimissão
de 4ª e 5ª Gerações à frota da FAB. Na primeira fase,
o
Brasil deverá selecionar e importar somente 36 unidades de um
caça de 4ª Geração, havendo agora os
seguintes
3 finalistas :
Dassault da França - Rafale
F3,
Boeing dos EUA - F/A-18 Super Hornet, e
SaaB-BAE (Suécia-UK)
- JAS-39 NG.
Na
presente
simulação, serão encomendados e produzidos no
Brasil pela EMBRAER 220
aparelhos RAFALE F3, sendo 70 para a MB e 150
para a FAB. Os 70 da MB terão capacidade CATOBAR, para operarem embarcados.
Os da FAB estarão
distribuídos em 50 F3 e
100 5ª G (também para ser empregado com
CATOBAR, pois deverá
operar tanto embarcado quanto de terra; para entregas a partir de 2012).
1B)
CAÇA AVANÇADO
O Brasil,
através do CTA,
da indústria nacional, e com ALIANÇAS
ESTRATÉGICAS para atuação em escala, poderá, a partir de 2008,
acompanhando e perseguindo os
desenvolvimentos científicos e tecnológicos mundiais da atualidade no campo da NANOTECNOLOGIA, dar início ao Projeto Brasileiro de
família de CAÇAS AVANÇADOS
HIPERSÔNICOS de 6ª Geração.
Esses MEIOS FUTUROS
serão desenvolvidos em 2
níveis de alcance :
LA - LONGO ALCANCE (F-1) - Alcance de
10.000 km +. Velocidade máxima de Mach 10.
Altitude máxima de 45.000 m. Emprego Estratégico /
Tático.
MA - MÉDIO ALCANCE (F-2) - Alcance de
5.000 km +. Velocidade
máxima de Mach 6.
Altitude máxima de 40.000 m. Emprego Tático.
A
produção em série começará
até 2012, para atender à
encomenda de 250 unidades do LA, sendo 50 para a MB e 200 para a FAB, e encomenda de 600
unidades do MA, sendo 150 para a
MB e 450 para a FAB.
Será um total de 850
aeronaves , aencomendadass quais farão parte das FORÇAS INTEGRADAS
ORGÂNICAS por uma causa
e esforço únicos, a Defesa do Brasil.
O
Aurora ou o Caça Avançado ?
1C) OUTROS CAÇAS
Uma importante
modernização para F-5M vinha sendo realizada com 46 aeronaves F-5E (43
monopostos) e F-5F (3 bipostos) pela EMBRAER em Gavião Peixoto, com conclusão inicial prevista para 2006,
mas que se estende por 2007.
Foram adquiridas em 2007 mais
11 unidades da Jordânia a US$ 1,9 milhão cada, sendo 8
F-5E e 3 F-5F. O Brasil passou a contar com 57 caças F-5, sendo 51 E monopostos e
6 F bipostos para treinamento. O quantitativo de F-5 poderá
chegar a 76 aeronaves até 2010.
A modernização do F-5 objetiva atualizar seus
sistemas, em particular os de
navegação e ataque, aprimorando o desempenho operacional e incrementando o
poder letal em cenários
de emprego ar-ar e ar-solo.
Nesse
sentido, Brasil e África
do Sul uniram-se em 2006 no desenvolvimento contínuo do
míssil ar-ar de curto alcance, ou WVR, A-Darter. Em seguida,
a FAB escolheu operar o míssil ar-ar de longo alcance, ou BVR, Derby. Ambos são
considerados de 5ª geração.
A partir da CRUZEX
2006, a FAB opera oficialmente o
quarteto: F-5M + Míssil BVR Derby + R
99 A + Enlace
de Dados. Este evento incluiu a FAB no seleto
grupo de até 5 Forças Aéreas no mundo
que dominam o ambiente BVR e operam aviões de controle
e vigilância aérea como o R 99 A.
O Brasil dispõe hoje de
53 caças de ataque AMX A-1/B, muitos dos quais também serão modernizados. Considerava-se ainda a aquisição de mais 15
aparelhos AMX-T, a última versão. Este novo aparelho serve para treinamento
avançado (lead-in
fighter trainer) e ataque. Trata-se do "estado da arte" para tal fim.
Em 2001, foram encomendados
76 caças leves de ataque ALX A-29 por US$ 420 milhões. Além de treinamento, os A-29
também irão complementar a estrutura operacional do SIVAM
em missões de interdição de fronteira e combate ao
narcotráfico na Amazônia.
Em outubro de 2005, foi
confirmada a opção de compra de mais 23 unidades por US$
120 milhões, totalizando 99 ALX para a FAB operar. Até
2006, 40 unidades haviam sido entregues, restando 59 previstos para
até 2008.
O modelo é um turbo-hélice de ataque leve e treinamento
avançado, projetado para decolar de pistas em
condições precárias, inclusive em missões
noturnas, pois conta com um avançado sistema de
navegação e ataque, com instrumentação de
vôo compatível com o uso de NVG.
Em nosso Plano, será necessário o
desenvolvimento do ALX-II, com características de um multimissão a
jato, que
receberá encomenda inicial de 101 unidades, totalizando 200 aparelhos ALX-I & II. Serão
utilizados em cenários de baixa intensidade por todo o País.
2) SUPORTE -
TRANSPORTE, REVO E PATRULHAMENTO
Aeronaves
empregadas em Transporte, Revo e Patrulhamento
também merecem prioridade.
A FAB emprega hoje 23 aviões Hercules C-130 de Transporte
Médio, sendo que 10
foram adquiridos da Itália mais recentemente. Eles estão
passando por um Programa de Modernização Aviônica.
É feita a troca dos sistemas
de comunicação, navegação, controle
automático de vôo e radar. E são incluídos
sistemas de autodefesa, e de alerta de colisão com o solo
e em vôo.
Os outros 13 são
antigos, sendo 4 C-130E (que tiveram upgrade
para C-130H), 2 KC-130H e
7 C-130H. A versão atual é a "J", com um
alto preço de US$ 85 milhões
a unidade. Em 2007, aproximadamente 11 unidades já tinham
problemas de manutenção..
Em
abril de 2007, foi noticiado que a
Embraer iria construir no Brasil um novo cargueiro militar, o C-390, para atender
ao programa de modernização da FAB, o qual prevê a
compra de 30 dessas aeronaves ao preço unitário de US$ 50
milhões.
(Clique
na arte para ampliação)
Provável conceito do
futuro C-390 da Embraer.
(Arte Embraer)
O grande sucesso comercial a ser
desenvolvido no Plano do DEFESA BR
é justamente esse
avião de
Transporte e Revo Médio Tático, que receberá uma encomenda total de 155
aparelhos (70 FAB / 50 MB
/ 35 EB). Fica claro agora que esta aeronave de apoio será o
C-390
da Embraer. A FAB
encomendará 40 aviões C-390 de Transporte e 30 de Revo Médios.
AERONAVES DE
APOIO MÉDIO
C-390
AERONAVES
|
FAB
|
MB
|
EB
|
TOTAIS
|
Transporte
|
40
|
30
|
35
|
75
|
Revo
|
30
|
20
|
-
|
50
|
Totais
|
70
|
50
|
35
|
155
|
Em nosso Plano, serão
encomendados ainda 45 aviões de Transporte Pesado, sendo 20 de Revo para a FAB, necessariamente com um novo modelo desenvolvido no Brasil pela EMBRAER, próprio para
as nossas necessidades e
características de emprego e de meio-ambiente (principalmente na Amazônia), no mesmo
caminho do Projeto C-390.
Além disso, tanto o Exército (15) quanto a Marinha (10) precisam ter
suas frotas próprias, tornando-se independentes e liberando a FAB para o cumprimento de suas próprias missões de
Defesa. Com isso, já haverá
uma encomenda
inicial garantida de 70 aviões de Transporte Pesado, incluindo-se os de Revo.
Para o
reabastecimento de combustível em vôo, ou Revo, temos hoje disponíveis os
tradicionais KC-130H (Hercules
C-130H) e 4 KC-137 (Boeing 707)
para grandes distâncias e caças mais velozes.
A quantidade de
produção dos futuros KC já está incluída nos parágrafos sobre
transporte, acima, sendo
a produção para a FAB de 50 aparelhos (20 Pesados e 30 Médios), os quais
serão distribuídos por
diversas Bases Aéreas em todo o País.
Magnífica
visão de operação de REVO realizada por um KC-137
da FAB.
(Foto FAB)
Ressalte-se que em 2005 a FAB comprou da EADS 12 aeronaves
de transporte
leve C-295, com capacidade de 9,2 ton (ver PDF
da EADS). Elas foram batizadas de "C-105 Amazonas" e
substituíram os velhos C-115 Búfalo nas missões
de transporte aéreo logístico, aeroterrestre,
lançamento aéreo, evacuação
aeromédica, busca e salvamento.
O C-295 possui sistemas como Enlace de Dados,
RWR, Chaff & Flare, ETCAS e EGPWS e a cabine pode receber blindagem
especial. Com o C-295, a FAB passou a empregar tripulação
dupla
nas missões, o que permite operações diuturnas, ao
contrário do C-105 que, no fim de tarde, tinha que pousar por
causa
do escurecer. Foi adquirido
ainda
um simulador nível D que será o primeiro do mundo a ser
usado
com C-295.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do Amazonas)
Cerimônia
de entrega do primeiro C-105A Amazonas,
matrícula da FAB 2800, em 16 de outubro de 2006,
na EADS-CASA, em Sevilha, Espanha.
(Foto FAB
2006-1810)
1)
HELICÓPTEROS
Com o
crescente interesse internacional pelas duas AMAZÔNIAS,
o Brasil vem negociando diversas aquisições e
emprendimentos de produção local de HELICÓPTEROS
de todos os tipos e tamanhos, especificamente os de C-SAR, Transporte e
Ataque.
Trata-se agora de negociações visando o emprego nas 3
Forças Armadas. Alguns caminhos para a FAB já são
conhecidos, e outros ainda estarão sendo revelados em mais algum
tempo à frente.
É dito que a FAB pretende operar no futuro algo como 40 UH-60L
Black Hawk e 20 EC-725 Caracal.
3A) HELICÓPTEROS -
CSAR
A FAB recebeu em 2007 os 6 novos UH-60L Black Hawk (2) (S-70) da
Sikorsky empregados em ambientes de alta intensidade, como
missões de
C-SAR na região amazônica, em
substituição aos antigos UH-1H Huey. Eles estão hoje
no 7º/8º
GAv,
Esquadrão Hárpia, de Manaus.
Trata-se
de um helicóptero médio bimotor de transporte
utilitário e assalto, armado e com blindagem de fábrica.
VÍDEO
-
UH-60L BLACK HAWK (02:17 MIN)
VÍDEO
-
RESGATE NA SELVA (06:34 MIN)
O UH-1H, conhecido como Sapão,
usado
em guerras como as do Vietnã, Malvinas e Irã-Iraque,
esteve em uso na FAB por quase 40 anos, sobretudo em
operações de busca e salvamento. Ele tinham
capacidade para 8 pessoas, contra 35 do Black Hawk.
Esses primeiros 6 UH-60L vieram por
causa de uma
desistência
da Arábia Saudita. Só para comparar a mudança, os
UH-1H, com os tanque principais e um tanque auxiliar interno cheios,
podiam transportar além da tripulação 3
passageiros a até 360 mn de distância. Já os UH-60L
transportam 20
passageiros a até 475 mn, nas mesmas condições de
tanques.
Em 2007,
houve a compra de mais 6 UH-60L
para emprego em Campo Grande. Em
1º de outubro de 2008, foi noticiada uma nova
aquisição de mais 15 UH-60L
Black Hawk, da Sikorsky, que
virão acompanhados de equipamentos e serviços, a um
custo total estimado de US$ 525 milhões. Todos deverão
ser entregues no mesmo ano.
A
FAB precisará dos então 27 Black Hawk
para emprego em manobras de todo tipo. Mas eles estarão,
primordilamente, promovendo
as capacidades da Força em busca e
salvamento, mobilidade aérea, defesa de
instalações vitais,
e apoio a tropas no solo.
O projeto poderia ser de até 40 unidades, e o ideal seria que
fosse adquirida a
nova versão UH-60M, já utlizada pelo US Army há
pouco tempo.
Um UH-60M Black Hawk do US
Army com Cockpit Digital.
(Foto US Army)
3B)
HELICÓPTEROS - TRANSPORTE
Entre dezembro
de 2006 e abril de 2007, circulou a informação de que o
Brasil estaria negociando a
compra de até 40 helicópteros da Rússia para a FAB, em uma
transação avaliada em US$ 400 milhões, o que
não se confirmou.
Começaria pela aquisição de 4 unidades do famoso e gigantesco Mi-26 TS (2) HALO da Mil
Design Bureau a um
custo total de US$ 100 milhões.
Em seguida, seria a vez de
helicópteros de combate do modelo Mil Mi-35 HUND e
de transporte do Mil Mi-171 (2) BAIKAL (derivado do Mil Mi-17), basicamente
para
uso no combate ao narcotráfico na Região Amazônica.
Ocasião em que um Mil
Mi-26 foi contratado para socorro no resgate
de um grande CH-47 Chinook americano abatido no
Afeganistão,
que pesa 10,2 ton vazio. A foto vale por mil palavras.
(Foto Mil)
Em outubro de 2007,
foi divulgado o início de uma licitação
internacional envolvendo de 20 a 24 helicópteros de
várias procedências, sendo metade de médios de transporte e
metade de combate. A compra de helicópteros pesados foi
descartada em dezembro de 2007.
Em 2008, a Helibrás fez uma
proposta para produzir
um novo modelo do Super-Puma no Brasil, cujas células seriam
construídas inteiramente de fibra de carbono. Isso ampliaria a
resistência estrutural, diminuiria o risco de corrosão e
aliviaria o peso da aeronave, com substancial aumento da carga
útil.
Em 2 de setembro, a Eurocopter, empresa do grupo franco-alemão
EADS, anunciou que iria fabricar no Brasil, na Helibrás, e
vender ao
Ministério da Defesa helicópteros militares EC-725
Caracal. Trata-se de uma evolução do Cougar, só
que maior. O Cougar transporta entre 18 e 25 soldados. Já o
Caracal leva até 32.
Ele é todo construído em fibra de carbono, é mais
resistente a corrosão, tem glass cockpit, instrumentos de
visão noturna e dois postos de artilheiros. Possui radar e
até sistema de Chaff &
Flares.
O EC-725 foi escolhido pela França e Arábia Saudita para
ser o helicóptero de C-SAR, inclusive em detrimento do famoso
Merlin versão C-SAR.
O EC-725 é a
versão militar do EC-225.
(Foto Eurocopter)
Finalmente,
começam a aparecer quais serão os usuários dos 50
EC-725, indo 20 para a FAB, talvez 20 para o EB, e 10 para a MB.
Haveria
ainda mais 20 unidades da versão civil EC-225 indo para a
Petrobras, que ajudou a compor esse
grande negócio, o qual nos traz uma fábrica moderna para
Minas
Gerais.
VÍDEO
-
EC-725 (02:35 MIN)
3C) HELICÓPTEROS -
ATAQUE
Em setembro de 2008, a
notícia
era de compra de 12
helicópteros de assalto
Mil Mi-35 (2) HUND,
de
fabricação russa, uma transação avaliada em
US$ 250 milhões.
A aproximação com os fabricantes
e com o governo russo foi confirmada pelo ministro
Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto
Mangabeira Unger. Há uma versão de que a HUND estaria em
busca de parceiros locais para a produção de peças
e até para o estabelecimento de uma linha de montagem no Brasil.
O Mi-35 Hind Piranha
é uma espécie de tanque voador, blindado, equipado com
avançados recursos eletrônicos e capaz de levar 2.455 kg
de armas. Trata-se da versão russa do Apache americano.
O Mi-35 P é a
versão de exportação do Mi-24 P.
(Foto Sukhoi)
VÍDEO -
MIL MI-35 HIND (01:04 MIN)
4)
INTELIGÊNCIA - C4ISR
Para patrulhamento marítimo, a FAB tem 9 P-3C Orion
(baseados no Electra e ainda
considerada a melhor plataforma do mundo) sendo modernizados 9 de 12 adquiridos, com
capacidade ASW.
Os 2 primeiros P-3C modernizados serão entregues à FAB em
2008 e o último em 2010. O contrato de
modernização está avaliado em US$ 298,7
milhões.
A FAB dispõe também
de 8 Aeronaves de Inteligência de
Combate R 99 na Amazônia desde 2002, sendo 5 A e 3 B.
VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29
(03:47 MIN)
Os R 99 foram criados com o
objetivo de emprego em missões de inteligência ISR no SIVAM / SIPAM - Sistema de Vigilância e Proteção
da Amazônia, juntamente
com o ALX-29, Super Tucano. Operam com Data Link (Enlace de Dados), para transmissão e
recepção de dados entre eles e as Bases.
Seu principal
equipamento é
o radar Ericsson OS-890 ERIEYE, um
compacto sistema de missão no estado-da-arte, capaz de detectar
um grande número de alvos a até 500 km de
distância em uma abertura de 360º.
Já o alcance dos radares das aeronaves de caça costuma ser bastante
inferior, o que demonstra a importância vital de ter-se aeronaves de alerta
aéreo antecipado e controle no ambiente moderno de combate
aéreo.
ALCANCE DE RADAR
PARA RCS PADRÃO DE
5 M2:
AERONAVES
|
KM
|
R 99 A
|
500
|
F-5 M
|
74
|
Su-35
|
190
|
Rafale
|
130
|
F-16 C
|
120
|
F/A-18 E/F
|
210
|
Embraer EMB-145 SA R 99 A na
Amazônia.
(Foto Embraer)
A FAB necessita ampliar as
encomendas, porém,
com o derivado do EMBRAER 195
para todo o território nacional
para operarem com enlace em
redes como C4ISR.
Em
julho de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à
Embraer
um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo
avião
de patrulhamento marítimo baseado
nos jatos Embraer 190 e 195. Ele
poderá complementar a frota a partir de 2012.
Os estudos iniciais para o
desenvolvimento da nova aeronave de patrulha foram coordenados pelo
Estado Maior da Aeronáutica que, junto com a Embraer, criou um
grupo de trabalho encarregado de elaborar as
especificações técnicas necessárias.
As aeronaves da nova família poderão ser desenvolvidas
com a finalidade de exercerem elevado nível de
proteção e vigilância aérea e terrestre,
além do patrulhamento marítimo. Serão os R e P 195, ou será um único modelo
multimissão.
Na presente
simulação, elas
passarão a processar e coordenar inteligência (SIGINT - pdf).
em toda a
região fronteiriça nacional e Área
Marítima, em trabalho conjunto com
EB + MB e seus futuros DIRIGÍVEIS
HÍBRIDOS.
Os
Dirigíveis Híbridos do EB e da MB serão a plataforma
ideal e vantajosa para participarem com as aeronaves da FAB em um
esquema
intermodal com larga vigilância aérea (AEW), fluvial e
marítima
(ASW), patrulhamento geral, transporte ultra-pesado e capacidade C4ISR para
a proteção
das 2 AMAZÔNIAS.
O Brasil tem 7.491 km de
fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é
a soma da Zona
Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma
área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL,
estando destacada em azul
claro e escuro no mapa acima. Os rios da
Amazônia também são indicados.
(Arte MB)
Deverão ser somadas 80
unidades de EMBRAER 195 com
C4ISR, sendo 50 para as
fronteiras e 30 para o litoral,
em substituição
aos 19 P 95
Bandeirulhas e, futuramente, aos
P-3C Orion. Cada R 195 poderia apoiar até
40 caças.
Porém, para maior
eficácia, cada
um deverá apoiar somente 10 da Força de 800 caças
do quadro abaixo. Tal configuração poderá
representar uma enorme multiplicação de valores
desta Força.
As plataformas dos EMBRAER 195, configurados para terem autonomia de 7.700 km (superior
à extensão costeira
do Brasil), já estão disponíveis em 2006. Assim, a autonomia da versão
comercial, de 4.260 km, será expandida em 80 %, como no caso do P
99 (um ERJ 145).
Para uma ideal distribuição destes
aviões pelo País, serão
utilizadas 8 Bases Aéreas (Canoas, Santa Cruz, Fortaleza, Anápolis, Cuiabá, Belém, Manaus e Porto Velho).
EMB 145
AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação da Embraer)
QUADRO PREVISTO DE
AERONAVES C4ISR
DA FAB EM
2022
|
AERONAVE
|
MISSÃO
|
QUANT
|
ACUM
|
|
R 195 da Embraer
|
C4ISR
AMAZÔNIA
|
50
|
50
|
| P 195 da Embraer |
C4ISR
LITORAL
|
30
|
80
|
QUADRO ATUAL DE CAÇAS DA FAB
|
AERONAVE
|
MISSÃO
|
QUANT
|
ACUM
|
|
F-5 E/F Tiger II da
Northrop sendo modernizados pela Embraer e Elbit
|
Ataque
|
55
|
55
|
|
AMX A-1/B da Embraer
a serem modernizados
|
Ataque
|
53
|
108
|
|
Mirage 2000 C/D a
serem recebidos entre 2006 e 2008
|
Interceptação
|
12
|
120
|
|
ALX A-29
(caças leves) sendo entregues pela Embraer
|
Reconhecimento e
Ataque
|
99
|
219
|
QUADRO FUTURO DE CAÇAS DA FAB EM 2022
CENÁRIO /
AERONAVE
|
MISSÃO
|
QUANT
|
ACUM
|
|
Alta Intensidade :
CAÇA AVANÇADO LA, + PAK FA T-50 + Su-32 FN
Antinavio fabricados pela Embraer.
|
Multimissão
|
350
|
350
|
|
Alta / Média
Intensidade :
CAÇA AVANÇADO MA
:
Caça médio multimissão fabricado pela Embraer.
|
Multimissão
|
450
|
800
|
|
Baixa Intensidade :
ALX-I e II - Caça leve de ataque e treinamento
fabricado pela Embraer. Evolução para o
multimissão a jato.
|
Reconhecimento, Ataque e
Treinamento
(Multimissão)
|
200
|
1.000
|
Estão incluídos os 99 ALX-I já encomendados mais 101
ALX-II.
INVESTIMENTOS DA FAB
Os
investimentos necessários entre 2008 e 2022 para a FAB atingir tal nível de
excelência operacional, referem-se a US$ 400 milhões ao ano em Pesquisa e
Desenvolvimento com Inovação - PD&I, totalizando US$ 6 bilhões
em 15 anos, e mais US$ 3,2
bilhões ao ano em Construção de Meios, totalizando
US$ 48,0 bilhões em
2022. Juntos representarão US$ 54,0 bilhões no
período.
Veja como será a divisão dessa Construção
no quadro a seguir :
1) AERONAVES TRIPULADAS
|
MEIOS
|
PREÇO
US$ MI
|
QUANT
|
TOTAL
US$ BI
|
|
A) CAÇAS
MULTIMISSÃO
(1.000)
|
|
|
|
| CAÇA AVANÇADO LA |
50
|
200
|
10,00
|
PAK FA T-50
|
30
|
100
|
3,00
|
Su-32 FN Antinavio
|
30
|
50
|
1,50
|
CAÇA AVANÇADO MA
|
30
|
450
|
13,50
|
ALX-I e II - Caça Leve
|
10
|
200
|
2,00
|
|
Sub-Total
|
(24)
|
1.000
|
30,00
|
|
B) AERONAVES DE
INTELIGÊNCIA
DE COMBATE
(80)
|
|
|
|
C4ISR
|
80
|
80
|
6,40
|
|
Sub-Total
|
(80)
|
80
|
6,40
|
|
C) AVIÕES
DE APOIO
(115)
|
|
|
|
Transporte Pesado
|
35
|
25
|
0,88
|
| Transporte Médio |
25
|
40
|
1,00
|
Revo Pesado
|
50
|
20
|
1,00
|
Revo Médio
|
30
|
30
|
0,90
|
|
Sub-Total
|
(25)
|
115
|
2,88
|
|
D)
HELICÓPTEROS C-SAR
(105)
|
|
|
|
Ataque
|
35
|
50
|
1,50
|
Transporte Pesado
|
30
|
15
|
0,45
|
Transporte Médio
|
15
|
40
|
0,60
|
|
Sub-Total
|
(24.3)
|
105
|
2,55
|
|
TOTAL (1.000 + 80
+
115 + 105)
|
(32.2)
|
1.300
|
41,83
|
Obs: Veja a distribuição dos caças
pelo Brasil em 2022.
2) TOTAIS
|
MEIOS
|
PREÇO US$
MI
|
QUANT
|
TOTAL
US$ BI
|
AERONAVES TRIPULADAS
|
(32.2)
|
1.300
|
41,83
|
|
AERONAVES DE COMBATE
NÃO TRIPULADAS (UCAVS)
|
-
|
-
|
1,17
|
SIDM - SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS
/ ASAT
|
-
|
-
|
3,00
|
FOGUETES
|
-
|
-
|
2,00
|
|
TOTAL
|
-
|
-
|
48,00
|
Obs: nos
valores acima, não são considerados os custos de desenvolvimento, pois há verba
específica para tal; para
as aeronaves, as despesas com os sistemas de armas e munições são cobertas
com verbas de Operações.
SIDM / ASAT
Na
simulação, será desenvolvido com o Exército
um SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE
MÍSSEIS - SIDM para a Defesa do Território Nacional e sua
Área Marítima contra
ameaças aeroespaciais, de aeronaves, mísseis e
satélites. Contará
ainda com ARMAS ANTI-SATÉLITE (ASAT).
O SIDM
/ ASAT será o sucessor nacional
aperfeiçoado do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), fruto de projeto de
cooperação Brasil-Índia (em andamento).
As defesas nesse sistema estarão baseadas no comando
& controle, e na
ligação com enlace em redes e apoio mútuo do
arsenal de caças, mísseis antiaéreos como
o russo S-400, anti-mísseis, anti-satélites, sensores
terrestres, aéreos e
orbitais.
Além disso, serão
desenvolvidas e amplamente utilizadas novas tecnologias de ARMAS ANTI-SATÉLITE (ASAT)
com ênfase nos revolucionários
armamentos DEW,
à
velocidade da luz, KEW,
MIRACL e a temível
E-Bomb.
Exemplos de armamentos