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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros




  14-bis Voando em Paris -1906

Santos Dumont em seu famoso 14-bis, no Campo de Bagatelle, Paris, em 12
de novembro de 1906, há um século, e tornando-se o Pai da Aviação
por
ter sido o primeiro a voar com um aeroplano que, levantando-se por
seus próprios meios, cobrisse um percurso de 100 metros.



SANTOS DUMONT

O INVENTOR DO AVIÃO



(Clique na foto para conhecer  mais detalhes sobre estes aviões)

Aeronaves da Embraer para o SIVAM

Aeronaves do Século XXI para o SIVAM produzidas para a FAB pela
EMBRAER
. Em primeiro plano, 2 ALX A-29. Em segundo
plano, 2 R  99 (A&B) de Reconhecimento.     
(Foto Divulgação da Embraer)
 

O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer
para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul
com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB
.




INTRODUÇÃO


A Força Aérea Brasileira - FAB, tem longa
tradição e lhe é dado enorme valor por ter conseguido manter-se ativa após tanta carência de recursos, que lhe faltaram até mesmo para combustível e peças de reposição de seus quase 800 aviões, boa parte próxima do fim de vida útil. Por isso, seu Plano de Reaparelhamento recebeu o nome de FÊNIX, a pomba que renasce das cinzas.


Certamente, esse triste quadro será ultrapassado em poucos anos, pois o seu papel no futuro já precisa começar a ser escrito com novos paradigmas.


A FAB será nossa principal garantia de Defesa do País e da AMAZÔNIA VERDE e precisará estar à altura de enfrentar, em quantidade e qualidade, quem tente alienar o "pulmão" e qualquer riqueza do território nacional, inclusive os da outra Amazônia, chamada de AMAZÔNIA AZUL, a Área Marítima Jurisdicional, com as vastas riquezas petrolíferas do Pré-Sal.


Deverá estar capacitada a defender as  DUAS AMAZÔNIAS, simultaneamente. Precisará ainda estar preparada para enfrentar missões ultramar. Isso tudo pressupõe o emprego de aeronaves de grande alcance.



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca
Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma
Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766
km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de
8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em
azul claro e escuro no mapa acima.
Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são indicados.

(Arte da MB)



Para início da urgente missão de reaparelhamento desta Força, com modernização e aquisição, foram tratados os ALX, F-5, AMX e seus aviões de patrulha marítima e transporte.


No todo,
o Plano Fênix englobava todas as ações para diferentes tipos de aeronaves, e deveria ter tido investimentos de US$ 3,5 bilhões em 5 anos, o que ainda teria sido pouquíssimo frente ao longo e contínuo descaso de seguidos governos.


O aspecto mais conhecido no Plano Fênix foi o PROJETO FX BR, que visava adquirir pequeno número de caças de interceptação, mas com capacidade multimissão, para início de operações em 2006.


Essa aquisição inicial culminou em contemplar um contrato "meia-sola", em 15 de julho de 2005, de compra de 12 caças Mirage 2000 B & C - de interceptação - usados da Armée de L'Air francesa.


Em uma nova seqüência, existe agora o FX-2, que deverá significar um quantitativo de 120 caças multimissão de 4ª e 5ª Gerações aqui produzidos, que deverá começar com um caça de 4ª Geração e culminar em um de 5ª.


Mesmo assim, esse quantitativo ainda é muito pouco para as dimensões continentais do Brasil, tendo em vista as extensões da Amazônia, do Litoral, dos Mares Jurisdicionais e até mesmo do Atlântico Sul (Aliança Estratégica com a África do Sul).


É muito pouco para um País que detém a 3ª maior frota aérea atual, contando com mais de 11.000 aeronaves e 32.000 pilotos em atividade.



VÍDEO - DEMONSTRAÇÃO DA FAB (05:16 MIN)





Tem ainda a 2ª maior frota de aeronaves executivas do mundo, com 2.000 aeronaves, só perdendo para a dos EUA. Além disso, hoje São Paulo já possui a 2ª maior frota urbana de helicópteros do planeta, havendo uma frota de mais de 1.000 aparelhos em todo o País.



Dirigível  N-6 de Santos Dumont

Em 31 de outubro de 1901, às 18 h, os canhões da Torre Eiffel
anunciaram que o brasileiro Santos Dumont havia ganho
um prêmio de 100 mil francos com seu dirigível N-6.



De acordo com nossa página de simulação referente ao Ministério da Defesa (MD), tendo-se um Planejamento a Longo Prazo, a FAB passará a ter disponíveis entre 2008 e 2022 os seguintes recursos, em Dólares (US$) médios anuais, visualizados no quadro abaixo :


FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
FAB
  0,4
3,2
1,1
4,7



Serão US$ 400 milhões para PD&I, US$ 3,2 bilhões para Construção de Meios e US$ 1,1 bilhão para todas as operações habituais da Força e sua manutenção, totalizando US$ 4,7 bilhões. As verbas atuais são muito, muito inferiores a esse patamar.


No período total de 15 anos entre 2008 e 2022, os investimentos somarão :


FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
FAB
6,0
48,0
16,5
70,5
%
8,5 %
68,1 %
23,4 %
100 %




MEIOS ATUAIS E FUTUROS


1) CAÇAS



Tendo em vista que as ameaças potenciais não são nossos vizinhos, mas possíveis potências com crescente interesse pelas duas AMAZÔNIAS, o País não poderá sequer tentar proteger-se desses invasores com menos de 800 aparelhos de superioridade aérea de Longo Alcance (5.000 km ou superior) e de Médio Alcance (3.000 km ou superior), para emprego em cenários de alta intensidade e sempre com enlace em redes.


Eles terão seu efeito bastante ampliado e multiplicado com o apoio permanente de grande quantidade de aeronaves inteligentes operando em rede
como C4ISR, processando e coordenando inteligência. 


1A) O FX-2


O FX-2 deverá somar 120 caças multimissão de 4ª e 5ª Gerações à frota da FAB. Na primeira fase, o Brasil deverá selecionar e importar somente 36 unidades de um caça de 4ª Geração, havendo agora os seguintes 3 finalistas :

    g   Dassault da França - Rafale F3,

    g   Boeing dos EUA - F/A-18 Super Hornet, e

     g   SaaB-BAE (Suécia-UK) - JAS-39 NG.


Na presente simulação, serão encomendados e produzidos no Brasil pela EMBRAER 220 aparelhos RAFALE F3, sendo 70 para a MB e 150 para a FAB. Os 70 da MB terão capacidade CATOBAR, para operarem embarcados.


Os da FAB estarão distribuídos em 50 F3 e 100 5ª G (também para ser empregado com CATOBAR, pois deverá operar tanto embarcado quanto de terra; para entregas a partir de 2012). 


1B) CAÇA AVANÇADO


O Brasil, através do CTA, da indústria nacional, e com ALIANÇAS ESTRATÉGICAS para atuação em escala, poderá, a partir de 2008, acompanhando e perseguindo os desenvolvimentos científicos e tecnológicos mundiais da atualidade no campo da NANOTECNOLOGIA, dar início ao Projeto Brasileiro de família de CAÇAS AVANÇADOS HIPERSÔNICOS de 6ª Geração.


Esses MEIOS FUTUROS serão
desenvolvidos em 2 níveis de alcance :

     g   LA - LONGO ALCANCE (F-1)Alcance de
          10.000 km +.
Velocidade máxima de Mach 10.
         
Altitude máxima de 45.000 m. Emprego Estratégico /
          Tático.

    
g   MA - MÉDIO ALCANCE (F-2) - Alcance de
          5.000 km +.
Velocidade máxima de Mach 6.
         
Altitude máxima de 40.000 m. Emprego Tático.


A produção em série começará até 2012, para atender à encomenda de 250 unidades do LA, sendo 50 para a MB e 200 para a FAB, e encomenda de 600 unidades do MA, sendo 150 para a MB e 450 para a FAB.


Será
um total de 850 aeronaves , aencomendadass quais farão parte das FORÇAS INTEGRADAS ORGÂNICAS por uma causa e esforço únicos, a Defesa do Brasil.



O Aurora ou o Caça Avançado ?



1C) OUTROS CAÇAS


Uma importante modernização para F-5M vinha sendo realizada com 46 aeronaves F-5E (43 monopostos) e F-5F (3 bipostos) pela EMBRAER em Gavião Peixoto, com conclusão inicial prevista para 2006, mas que se estende por 2007.


Foram adquiridas em 2007
mais 11 unidades da Jordânia a US$ 1,9 milhão cada, sendo 8 F-5E e 3 F-5F. O Brasil passou a contar com 57 caças F-5, sendo 51 E monopostos e 6 F bipostos para treinamento. O quantitativo de F-5 poderá chegar a 76 aeronaves até 2010.


A modernização do F-5 objetiva atualizar seus sistemas, em particular os de navegação e ataque, aprimorando o desempenho operacional e incrementando o poder letal em cenários de emprego ar-ar e ar-solo.


Nesse sentido, Brasil e África do Sul uniram-se em 2006 no desenvolvimento contínuo do míssil ar-ar de curto alcance, ou WVR, A-Darter. Em seguida, a FAB escolheu operar o míssil ar-ar de longo alcance, ou BVR, Derby. Ambos são considerados de 5ª geração.


A partir da CRUZEX 2006, a FAB opera oficialmente o quarteto: F-5M + Míssil BVR Derby + R 99 A + Enlace de Dados. Este evento incluiu a FAB no seleto grupo de até 5 Forças Aéreas no mundo que dominam o ambiente BVR e operam aviões de controle e vigilância aérea como o R 99 A.


O Brasil dispõe hoje de 53 caças de ataque  AMX A-1/B, muitos d
os quais também serão modernizados. Considerava-se ainda a aquisição de mais 15 aparelhos AMX-T, a última versão. Este novo aparelho serve para treinamento avançado (lead-in fighter trainer) e ataque. Trata-se do "estado da arte" para tal fim.


Em 2001, foram encomendados 76 caças leves de ataque ALX A-29 por US$ 420 milhões. Além de treinamento, os A-29 também irão complementar a estrutura operacional do SIVAM em missões de interdição de fronteira e combate ao narcotráfico na Amazônia.


Em outubro de 2005, foi confirmada a opção de compra de mais 23 unidades por US$ 120 milhões, totalizando 99 ALX para a FAB operar. Até 2006, 40 unidades haviam sido entregues, restando 59 previstos para até 2008.


O modelo é um turbo-hélice de ataque leve e treinamento avançado, projetado para decolar de pistas em condições precárias, inclusive em missões noturnas, pois conta com um avançado sistema de navegação e ataque, com instrumentação de vôo compatível com o uso de
NVG.


Em nosso
Plano, será necessário o desenvolvimento do ALX-II, com características de um multimissão a jato, que receberá encomenda inicial de 101 unidades, totalizando 200 aparelhos ALX-I & II. Serão utilizados em cenários de baixa intensidade por todo o País.  



2) SUPORTE - TRANSPORTE, REVO E PATRULHAMENTO


Aeronaves empregadas em Transporte, Revo e Patrulhamento também merecem prioridade.


A FAB emprega hoje 23 aviões Hercules C-130 de Transporte Médio,
sendo que 10 foram adquiridos da Itália mais recentemente. Eles estão passando por um Programa de Modernização Aviônica. É feita a troca dos sistemas de comunicação, navegação, controle automático de vôo e radar. E são incluídos sistemas de autodefesa, e de alerta de colisão com o solo e em vôo.


Os outros 13 são antigos, sendo 4 C-130E (que tiveram upgrade para C-130H), 2 KC-130H e 7 C-130H. A versão atual é a "J", com um alto preço de US$ 85 milhões a unidade. Em 2007, aproximadamente 11 unidades já tinham problemas de manutenção..       


Em abril de 2007, foi noticiado que a Embraer iria construir no Brasil um novo cargueiro militar, o C-390, para atender ao programa de modernização da FAB, o qual prevê a compra de 30 dessas aeronaves ao preço unitário de US$ 50 milhões.



(Clique na arte para ampliação)

C-390

Provável conceito do futuro C-390 da Embraer.
(Arte Embraer)



O grande sucesso comercial a ser desenvolvido no Plano do DEFESA BR é justamente esse avião de Transporte e Revo Médio Tático, que receberá uma encomenda total de 155 aparelhos (70 FAB / 50 MB / 35 EB). Fica claro agora que esta aeronave de apoio será o C-390 da Embraer. A FAB encomendará 40 aviões C-390 de Transporte e 30 de Revo Médios.



AERONAVES DE APOIO MÉDIO C-390


 AERONAVES
FAB
MB
EB
TOTAIS
Transporte
40
30
35
75
Revo
30
20
-
50
Totais
70
50
35
155



Em nosso Plano, serão encomendados ainda 45 aviões de Transporte Pesado, sendo 20 de Revo para a FAB, necessariamente com um novo modelo desenvolvido no Brasil pela EMBRAER, próprio para as nossas necessidades e características de emprego e de meio-ambiente (principalmente na Amazônia), no mesmo caminho do Projeto C-390.


Além disso, tanto o Exército (15) quanto a Marinha
(10) precisam ter suas frotas próprias, tornando-se independentes e liberando a FAB para o cumprimento de suas próprias missões de Defesa. Com isso, já haverá uma encomenda inicial garantida de 70 aviões de Transporte Pesado, incluindo-se os de Revo.       


Para o reabastecimento de combustível em vôo, ou Revo, temos hoje disponíveis os tradicionais KC-130H (Hercules C-130H) e 4 KC-137 (Boeing 707) para grandes distâncias e caças mais velozes.


A quantidade de produção dos futuros KC já está incluída nos parágrafos sobre transporte, acima, sendo a produção para a FAB de 50 aparelhos (20 Pesados e 30 Médios), os quais serão distribuídos por diversas Bases Aéreas em todo o País.        



KC-137 realizando REVO com 11 caças da FAB

Magnífica visão de operação de REVO realizada por um KC-137 da FAB.
(Foto FAB) 



Ressalte-se que em 2005 a FAB comprou da EADS 12 aeronaves de transporte leve C-295, com capacidade de 9,2 ton (ver PDF da EADS). Elas foram batizadas de "C-105 Amazonas" e substituíram os velhos C-115 Búfalo nas missões de transporte aéreo logístico, aeroterrestre, lançamento aéreo, evacuação aeromédica, busca e salvamento.


O C-295 possui sistemas como Enlace de Dados, RWR, Chaff & Flare, ETCAS e EGPWS e a cabine pode receber blindagem especial. Com o C-295, a FAB passou a empregar tripulação dupla nas missões, o que permite operações diuturnas, ao contrário do C-105 que, no fim de tarde, tinha que pousar por causa do escurecer. Foi adquirido ainda um simulador nível D que será o primeiro do mundo a ser usado com C-295. 



(Clique na foto para ver imagem gigante do Amazonas)

C-105 Amazonas

Cerimônia de entrega do primeiro C-105A Amazonas,
matrícula da FAB 2800, em 16 de outubro de 2006,
na EADS-CASA, em Sevilha, Espanha.

(Foto FAB 2006-1810)



1) HELICÓPTEROS


Com o crescente interesse internacional pelas duas AMAZÔNIAS, o Brasil vem negociando diversas aquisições e emprendimentos de produção local de HELICÓPTEROS de todos os tipos e tamanhos, especificamente os de C-SAR, Transporte e Ataque.


Trata-se agora de negociações visando o emprego nas 3 Forças Armadas. Alguns caminhos para a FAB já são conhecidos, e outros ainda estarão sendo revelados em mais algum tempo à frente.


É dito que a FAB pretende operar no futuro algo como 40 UH-60L Black Hawk e 20 EC-725 Caracal.


3A) HELICÓPTEROS - CSAR


A FAB recebeu em 2007 os 6 novos UH-60L Black Hawk (2) (S-70) da Sikorsky empregados em ambientes de alta intensidade, como missões de C-SAR na região amazônica, em substituição aos antigos UH-1H Huey. Eles estão hoje no 7º/8º GAv, Esquadrão Hárpia, de Manaus.


Trata-se de um helicóptero médio bimotor de transporte utilitário e assalto, armado e com blindagem de fábrica.




VÍDEO - UH-60L BLACK HAWK (02:17 MIN)



Filme do 7º/8º GAv, Esquadrão Hárpia, da Amazônia,
com imagens originadas no US Army
, retratando
as operações do Black Hawk.



VÍDEO - RESGATE NA SELVA (06:34 MIN)



Filme do 7º/8º GAv, Esquadrão Hárpia, da
Amazônia, com imagens de um resgate de
sobreviventes de queda de avião na selva
.



O UH-1H, conhecido como Sapão, usado em guerras como as do Vietnã, Malvinas e Irã-Iraque, esteve em uso na FAB por quase 40 anos, sobretudo em operações de busca e salvamento. Ele tinham capacidade para 8 pessoas, contra 35 do Black Hawk.


Esses primeiros 6 UH-60L vieram por causa de uma desistência da Arábia Saudita. Só para comparar a mudança, os UH-1H, com os tanque principais e um tanque auxiliar interno cheios, podiam transportar além da tripulação 3 passageiros a até 360 mn de distância. Já os UH-60L transportam 20 passageiros a até 475 mn, nas mesmas condições de tanques.


n


Em 2007, houve a compra de mais 6 UH-60L para emprego em Campo Grande. Em 1º de outubro de 2008, foi noticiada uma nova aquisição de mais 15 UH-60L Black Hawk, da Sikorsky, que virão acompanhados de equipamentos e serviços, a um custo total estimado de US$ 525 milhões. Todos deverão ser entregues no mesmo ano.


A FAB precisará dos então 27 Black Hawk para emprego em manobras de todo tipo. Mas eles estarão, primordilamente, promovendo as capacidades da Força em busca e salvamento, mobilidade aérea, defesa de instalações vitais, e apoio a tropas no solo.


O projeto poderia ser de até 40 unidades, e o ideal seria que fosse adquirida a nova versão UH-60M, já utlizada pelo US Army há pouco tempo.



Black Hawk - Cockpit Digital

Um UH-60M Black Hawk do US Army com Cockpit Digital.
(Foto US Army)



3B) HELICÓPTEROS - TRANSPORTE


Entre dezembro de 2006 e abril de 2007, circulou a informação de que o Brasil estaria negociando a compra de até 40 helicópteros da Rússia para a FAB, em uma transação avaliada em US$ 400 milhões, o que não se confirmou.


Começaria pela aquisição
de 4 unidades do famoso e gigantesco Mi-26 TS (2) HALO da Mil Design Bureau a um custo total de US$ 100 milhões.


Em seguida, seria a vez de helicópteros de combate do modelo Mil Mi-35 HUND e de transporte do Mil Mi-171 (2) BAIKAL (derivado do Mil Mi-17), basicamente para uso no combate ao narcotráfico na Região Amazônica.



Mi-26 e CH-47

Ocasião em que um Mil Mi-26 foi contratado para socorro no resgate
de um grande
CH-47 Chinook americano abatido no Afeganistão,
que pesa 10,2 ton vazio. A foto vale por mil palavras.
(Foto Mil)




Em outubro de 2007, foi divulgado o início de uma licitação internacional envolvendo de 20 a 24 helicópteros de várias procedências, sendo metade de médios de transporte e metade de combate. A compra de helicópteros pesados foi descartada em dezembro de 2007.


Em 2008, a Helibrás fez uma proposta para produzir um novo modelo do Super-Puma no Brasil, cujas células seriam construídas inteiramente de fibra de carbono. Isso ampliaria a resistência estrutural, diminuiria o risco de corrosão e aliviaria o peso da aeronave, com substancial aumento da carga útil.


Em 2 de setembro, a Eurocopter, empresa do grupo franco-alemão EADS, anunciou que iria fabricar no Brasil, na Helibrás, e vender ao Ministério da Defesa helicópteros militares EC-725 Caracal. Trata-se de uma evolução
do Cougar, só que maior. O Cougar transporta entre 18 e 25 soldados. Já o Caracal leva até 32.


Ele é todo construído em fibra de carbono,
é mais resistente a  corrosão, tem glass cockpit, instrumentos de visão noturna e dois postos de artilheiros. Possui radar e até sistema de Chaff & Flares.


O EC-725 foi escolhido pela França e Arábia Saudita para ser o helicóptero de C-SAR, inclusive em detrimento do famoso Merlin versão C-SAR.



EC-725

O EC-725 é a versão militar do EC-225.
(Foto Eurocopter)



Finalmente, começam a aparecer quais serão os usuários dos 50 EC-725, indo 20 para a FAB, talvez 20 para o EB, e 10 para a MB. Haveria ainda mais 20 unidades da versão civil EC-225 indo para a Petrobras, que ajudou a compor esse grande negócio, o qual nos traz uma fábrica moderna para Minas Gerais.



VÍDEO - EC-725 (02:35 MIN)



n

3C) HELICÓPTEROS - ATAQUE


Em setembro de 2008, a notícia era de compra de 12 helicópteros de assalto Mil Mi-35 (2) HUND, de fabricação russa, uma transação avaliada em US$ 250 milhões.


A aproximação com os fabricantes e com o governo russo foi confirmada pelo ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Há uma versão de que a HUND estaria em busca de parceiros locais para a produção de peças e até para o estabelecimento de uma linha de montagem no Brasil.


O Mi-35 Hind Piranha é uma espécie de tanque voador, blindado, equipado com avançados recursos eletrônicos e capaz de levar 2.455 kg de armas. Trata-se da versão russa do Apache americano.



Mil Mi-35

O Mi-35 P é a versão de exportação do Mi-24 P.
(Foto Sukhoi)



VÍDEO - MIL MI-35 DISPARANDO (02:58 MIN)




VÍDEO - MIL MI-35 HIND (01:04 MIN)




4) INTELIGÊNCIA - C4ISR


Para patrulhamento marítimo, a FAB
tem 9 P-3C Orion (baseados no Electra e ainda considerada a melhor plataforma do mundo) sendo modernizados 9 de 12 adquiridos, com capacidade ASW.


Os 2 primeiros P-3C modernizados serão entregues à FAB em 2008 e o último em 2010. O contrato de modernização está avaliado em US$ 298,7 milhões.


A FAB dispõe também de 8 Aeronaves de Inteligência de Combate R 99 na Amazônia desde 2002, sendo 5 A e 3 B.



VÍDEO - R 99 A + R 99 B + A-29 (03:47 MIN)





Os R 99 foram criados com o objetivo de emprego em missões de inteligência ISR no SIVAM / SIPAM - Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia, juntamente com o ALX-29, Super Tucano. Operam com Data Link (Enlace de Dados), para transmissão e recepção de dados entre eles e as Bases.


Seu principal equipamento é o radar Ericsson OS-890 ERIEYE, um compacto sistema de missão no estado-da-arte, capaz de detectar um grande número de alvos a até 500 km de distância em uma abertura de 360º.



VÍDEO - FAB EMBRAER R-99A (01:31 MIN)






Já o alcance dos radares das aeronaves de caça costuma ser bastante inferior, o que demonstra a importância vital de ter-se aeronaves de alerta aéreo antecipado e controle no ambiente moderno de combate aéreo.



ALCANCE DE RADAR
PARA RCS PADRÃO DE 5 M2:


 AERONAVES
KM
R 99 A
500
F-5 M
74
Su-35
190
Rafale
130
F-16 C
120
F/A-18 E/F
210



R 99 A

Embraer EMB-145 SA R 99 A na Amazônia.
(Foto Embraer)
 


A FAB necessita ampliar as encomendas, porém, com o derivado do EMBRAER 195 para todo o território nacional para operarem com enlace em redes como C4ISR.


Em julho de 2005, o Comando da Aeronáutica encomendou à Embraer um estudo sobre a possibilidade de desenvolvimento de um novo avião de patrulhamento marítimo baseado nos jatos Embraer 190 e 195. Ele poderá complementar a frota a partir de 2012.


Os estudos iniciais para o desenvolvimento da nova aeronave de patrulha foram coordenados pelo Estado Maior da Aeronáutica que, junto com a Embraer, criou um grupo de trabalho encarregado de elaborar as especificações técnicas necessárias.


As aeronaves da nova família poderão ser desenvolvidas com a finalidade de exercerem elevado nível de proteção e vigilância aérea e terrestre, além do patrulhamento marítimo. Serão os R e P 195, ou será um único modelo multimissão.


Na presente simulação, elas passarão a processar e coordenar inteligência (SIGINT - pdf). em toda a região fronteiriça nacional e Área Marítima, em trabalho conjunto com EB + MB e seus futuros DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS.


Os Dirigíveis Híbridos do EB e da MB serão a plataforma ideal e vantajosa para participarem com as aeronaves da FAB em um esquema intermodal com larga vigilância aérea (AEW), fluvial e marítima (ASW), patrulhamento geral, transporte ultra-pesado e capacidade C4ISR para a proteção das 2 AMAZÔNIAS.



Area Marítima da Amazônia Azul

O Brasil tem 7.491 km de fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca
Área Marítima Jurisdicional que é a soma da Zona Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma
Continental. Juntas representam uma área
econômica brasileira de 4.451.766
km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de
8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando destacada em azul
claro e escuro no mapa acima.
Os rios da Amazônia também são indicados.
(Arte MB)



Deverão ser somadas 80 unidades de EMBRAER 195 com C4ISR, sendo 50 para as fronteiras e 30 para o litoral, em substituição aos 19 P 95 Bandeirulhas e, futuramente, aos P-3C Orion. Cada R 195 poderia apoiar até 40 caças.


Porém, para maior eficácia, cada um deverá apoiar somente 10 da Força de 800 caças do quadro abaixo. Tal configuração poderá representar uma enorme multiplicação de valores desta Força.


As plataformas dos EMBRAER 195, configurados para terem autonomia de 7.700 km (superior à extensão costeira do Brasil), já estão disponíveis em 2006. Assim, a autonomia da versão comercial, de 4.260 km, será expandida em 80 %, como no caso do P 99 (um ERJ 145).


Para uma ideal distribuição destes aviões pelo País, serão utilizadas 8 Bases Aéreas (Canoas, Santa Cruz, Fortaleza, Anápolis, Cuiabá, Belém, Manaus e Porto Velho).



EMB 145 AEW&C - Arte

EMB 145 AEW&C da EMBRAER.
(Arte Divulgação da Embraer)



QUADRO PREVISTO DE
AERONAVES C4ISR

DA FAB EM 2022


AERONAVE 
MISSÃO
QUANT
ACUM
R 195 da Embraer
C4ISR
AMAZÔNIA
50
50
P 195 da Embraer
C4ISR
LITORAL
30
80




QUADRO ATUAL DE CAÇAS DA FAB


AERONAVE 
MISSÃO
QUANT
ACUM
F-5 E/F Tiger II da Northrop sendo modernizados pela Embraer e Elbit
Ataque
55
55
AMX A-1/B da Embraer a serem modernizados
Ataque
53
108
Mirage 2000 C/D a
serem recebidos entre 2006 e 2008
Interceptação
12
  120
ALX A-29 (caças leves) sendo entregues pela Embraer
Reconhecimento e Ataque
99
219

Confirmar sempre a atualidade em Military Power.



QUADRO FUTURO DE CAÇAS DA FAB EM 2022


CENÁRIO / AERONAVE
MISSÃO
QUANT
ACUM
Alta Intensidade :
CAÇA AVANÇADO LA,  + PAK FA T-50 + Su-32 FN Antinavio  fabricados pela Embraer.
        

Multimissão
 
                350 

 
  350
Alta / Média Intensidade :
CAÇA AVANÇADO MA :
Caça médio multimissão fabricado pela Embraer.

Multimissão

450

800
Baixa Intensidade :
ALX-I e II  -  Caça leve de ataque e treinamento fabricado pela Embraer. Evolução para o multimissão a jato.        
  Reconhecimento, Ataque e 
Treinamento
(Multimissão)
       
200


1.000

         Estão incluídos os 99 ALX-I já encomendados mais 101 ALX-II.




INVESTIMENTOS DA FAB


Os investimentos necessários entre 2008 e 2022 para a FAB atingir tal nível de excelência operacional, referem-se a US$ 400 milhões ao ano em Pesquisa e Desenvolvimento com Inovação - PD&I, totalizando US$ 6 bilhões em 15 anos, e mais US$ 3,2 bilhões ao ano em Construção de Meios, totalizando US$ 48,0 bilhões em 2022. Juntos representarão US$ 54,0 bilhões no período.


Veja como será a divisão dessa Construção no quadro a
seguir : 



1) AERONAVES TRIPULADAS 

                                    
MEIOS
PREÇO
US$ MI
QUANT
TOTAL
US$ BI
A) CAÇAS MULTIMISSÃO
    (1.000) 



CAÇA AVANÇADO LA
50
200
10,00 
PAK FA T-50
30
100
3,00 
Su-32 FN Antinavio
30
50
1,50 
CAÇA AVANÇADO MA
30
450
13,50
ALX-I e II  -  Caça Leve
10
200
2,00 
Sub-Total
  (24)
1.000

30,00
B) AERONAVES DE INTELIGÊNCIA
DE COMBATE
    (80) 



C4ISR
80
80
6,40 
Sub-Total

  (80)
80
6,40 
C) AVIÕES DE APOIO
    (115) 



Transporte Pesado
35
25
0,88
Transporte Médio
25
40
1,00
Revo Pesado    
50
20
1,00
Revo Médio
30
30
0,90
Sub-Total

(25)
115
2,88
D) HELICÓPTEROS C-SAR
    (105)



Ataque
35
50
1,50
Transporte Pesado
30
15
0,45
Transporte Médio
15
40
0,60
Sub-Total

(24.3)
105
2,55
TOTAL (1.000 + 80 + 115 + 105)
(32.2)
1.300
41,83




Obs: Veja a distribuição dos caças pelo Brasil em 2022.


          
2) TOTAIS


      MEIOS
  PREÇO US$ MI
QUANT  
TOTAL
US$ BI
AERONAVES TRIPULADAS
(32.2)
1.300
41,83
AERONAVES DE COMBATE NÃO TRIPULADAS  (UCAVS)
-
-
1,17
SIDM - SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS / ASAT
-
-
3,00
FOGUETES
-
-
2,00
TOTAL
-
-
48,00



Obs: nos valores acima, não são considerados os custos de desenvolvimento, pois há verba específica para tal; para as aeronaves, as despesas com os sistemas de armas e munições são cobertas com verbas de Operações.       



SIDM / ASAT


Na simulação, será desenvolvido com o Exército um SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS - SIDM para a Defesa do Território Nacional e sua Área Marítima contra ameaças aeroespaciais, de aeronaves, mísseis e satélites. Contará ainda com ARMAS ANTI-SATÉLITE (ASAT).


O
SIDM / ASAT será o sucessor nacional aperfeiçoado do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), fruto de projeto de cooperação Brasil-Índia (em andamento).


As defesas nesse sistema estarão baseadas no comando & controle, e na ligação com enlace em redes e apoio mútuo do arsenal de caças, mísseis antiaéreos como o russo S-400, anti-mísseis, anti-satélites, sensores terrestres, aéreos e orbitais.


Além disso, serão desenvolvidas e amplamente utilizadas novas tecnologias de ARMAS ANTI-SATÉLITE (ASAT) com ênfase nos revolucionários armamentos DEW, à velocidade da luz, KEW, MIRACL e a temível E-Bomb.


Exemplos de armamentos