"Batalha Naval do Riachuelo" - Guerra do Paraguai - Em
11 de junho de 1865.
(Quadro de Victor Meirelles - 1832-1903 - acervo
do Museu de História Nacional do Rio de Janeiro)
Os
flancos dos navios brasileiros, despedaçados pelos
canhonaços
das chatas a lume d'agua, tornam iminente a submersão total da
esquadra. Bombas metralhas esfuziam do alto dos barrancos:
não é possível descrever o que se passa a bordo
dos navios
ao alcance das balas, que sibilam em chuveiros.
Entretanto, alguma coisa de
providencial se passava, que
cumpre não esquecer: quando o oficial-escrivão da
Parnaíba,
depois de haver tragado, para atiçá-lo, algumas
fumaças do
fatídico morrão que deveria comunicar o fogo ao paiol,
pensa
cumprir a sinistra ordem ouvem-se alvissareiros vivas que,
irrompendo dos navios brasileiros em delírio, o detém
estupefato. E de pé, sobre a caixa das rodas, destaca-se
afina, por entre densas nuvens de fumo, o vulto imponente
de Barroso, que é o primeiro a bradar - Vitória!
E este triunfo naval, que
tão diretamente influíra nos
destinos de toda a campanha, mudou também, e
inteiramente, a sorte dos adversários. (Batalha Naval do Riachuelo)
O Navio-Aeródromo A-12 São Paulo em sua chegada
ao Rio de Janeiro
nas primeiras horas de uma manhã ensolarada de 17 de
fevereiro de 2001.
À esquerda, vista parcial de Copacabana. À direita, o
Pão-de-Açúcar.
(Foto do Serviço de Relações Públicas da
Marinha)
O DEFESA BR
é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter
a soberania sobre suas
riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
INTRODUÇÃO
A primeira grande mudança de caminho da MB na
simulação do DEFESA BR será o
revolucionário aumento do orçamento destinado
à MARINHA DO BRASIL
para atender a todas suas reais e inadiáveis
necessidades de crescimento como Marinha Oceânica
(Águas Azuis) e Distrital (Águas Marrons e Fluviais) e
sempre com real capacidade de Projeção
Estratégica.
No Século XXI, a
atuação da MB terá de crescer em duas frentes, ao mesmo tempo, na defesa da AMAZÔNIA
VERDE e na da
também gigantesca ÁREA
MARÍTIMA JURISDICIONAL de 4.451.766 km2, a chamada AMAZÔNIA AZUL.
Serão 2 AMAZÔNIAS
a serem defendidas, simultaneamente.
O Brasil tem 7.491 km de
fronteira marítima. Em toda essa extensão, existe
a gigantesca Área Marítima Jurisdicional que é
a soma da Zona
Econômica
Exclusiva (ZEE) com a Plataforma Continental. Juntas representam uma
área
econômica brasileira de 4.451.766 km2, que vem a ser maior que a metade
(52 %) do território continental, de 8.511.965 km2. Essa fabulosa Área é
conhecida hoje como a AMAZÔNIA AZUL, estando
destacada em
azul claro e escuro no mapa acima. Os rios da AMAZÔNIA VERDE
(região continental amazônica) também são
indicados.
(Arte da MB)
MB - AMAZÔNIA AZUL (00:32
MIN)
Além disso, um País que almeja ter um papel
econômico e político importante no mundo precisa possuir um Poder Naval
à altura, como aconteceu
na história com gregos, fenícios, romanos e, mais recentemente, Portugal, Espanha,
Inglaterra e, hoje, com os EUA.
O fortalecimento da MB de forma
abrangente e para múltiplo
emprego é fundamental para a Nação, já que nossas águas jurisdicionais, com
todos seus tesouros minerais,
como
o petróleo, eqüivalem a 52 % do território continental, e os interesses
marítimos crescem, geometricamente.
(Clique na foto para
ampliação)
A Cerimônia de Incorporação do NAe A-12 São
Paulo à Marinha do Brasil.
(Foto Serviço de Relações
Públicas da Marinha)
Hoje,
a Plataforma Continental fornece mais de 80 % da crescente
produção nacional de petróleo. Além
disso, 95 % de produtos importados e exportadosem
seu comércio são transportados
por via marítima e em 2008 o País desperdiçou mais
de US$ 12 bilhões pagando fretes a terceiros, por não
dispor mais de uma Marinha Mercante.
A retomada da
produção de navios mercantes
também é de alta importância estratégica,tanto
econômica como para Defesa.
(Clique na
foto para ver imagem gigante do A-12)
Veja em detalhes o NAe
São Paulo - A-12 - da Marinha do Brasil.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Será fundamental dar à Marinha
do Brasil todos os meios
necessários para dissuadir os inimigos, negar-lhes a utilização do mar, projetar
poder sobre terra e exercer real
controle sobre qualquer área marítima ou fluvial.
VÍDEO - MB -
ENTREVISTA COM
O COMANDANTE (09:56
MIN)
Dissuadir,
negar, controlar e projetar. Projeta-se uma Marinha com reais
capacidades para Dissuasão & Negação, Controle
de Área Marítima (CAM) e Projeção de Poder
em resposta a ataques ou em crises internacionais. O contínuo
treinamento e a presteza em todas as intercambiáveis
variáveis acima de uma Marinha moderna
e equilibrada será fundamental para a sua eficácia.
O reaparelhamento e o
fortalecimento de meios deve
ser acompanhado pelo desejo político e a habilidade financeira de usá-los
quando necessário, quer seja
junto ao território nacional, ou até mesmo pelo mundo em um esforço para ajudar a guiar os
eventos em
uma crise ou área de
conflito.
Se a própria Marinha entende que a sua
necessidade estratégica é de 145 Meios
Navais, ela não deveria se contentar com menos. Pelo
contrário, deveria
procurar negociar muito mais, pois os interesses econômicos do
futuro próximo crescerão em escala geométrica e
País
algum reconstrói uma Marinha da noite para o dia.
(Arte Marinha do Brasil)
É chegada a hora de o
Brasil desenvolver e construir uma
boa variedade de MEIOS NAVAIS
próprios para o Século
XXI, com NAes (Navios-Aeródromo), NAMs (Navios de Assalto
Multipropósito),
Família de Escoltas Lança-Mísseis (VLS) com ampla FORÇA
AERONAVAL, Submarinos,
Navios e Lanchas de Patrulha, e uma frota de Navios de Apoio.
Presidente Lula e D. Marisa conhecendo o Tikuna.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - ABr
87.177)
Para isso, poderá contar
com o intercâmbio advindo de Acordos de Cooperação Militar assinados com
diferentes Países como Alemanha, Índia Rússia e França e de parcerias da
EMGEPRON com grandes
estaleiros como o VOSPER
(inglês), DCNS
(francês) e NAVANTIA
(espanhol).
O Brasil está destinado a
ter uma das 5 (CINCO) PRINCIPAIS MARINHAS nas próximas
décadas, por
decorrência natural da evolução de sua importância como Nação e
do crescimento das riquezas a
serem exploradas e protegidas, em terra e no mar.
Este será o paradigma
perseguido na presente SIMULAÇÃO,
que buscará o
máximo dentro das verbas aqui apresentadas, com NOVAS
ORIGENS DE RECURSOS PARA DEFESA, além do
Orçamento Federal de Defesa.
Será dada ênfase tanto aos Submarinos
Nucleares e Convencionais
equipados com mísseis de cruzeiro, quanto ao poder visível, com capacidade de mostrar grande poder de
fogo, como os NAes, os NAMs,
e a revolucionária Família de Escoltas, todos operando
com
cobertura mútua via enlace em redes, tornando-se fundamentais para as
percepções política e estratégica de eventuais oponentes.
O NAe
Nuclear Francês R-91 Charles de Gaulle (2001) participando da
"Enduring Freedom Operation" no Mar de Omã em 2002
(frente/centro).
No lado esquerdo da foto, o CVN 74 USS John C. Stennis da Classe
Nimitz (1995).
No lado direito da foto, o CV 67 USS John F. Kennedy (1968).
A base da Força de Superfície
será composta exclusivamente de navios baseados no conceito revolucionário do TRIMARAN : NAes, NAMs e a Família de Escoltas Multifunção.
Todos
eles terão capacidade Lança-Mísseis de
Cruzeiro com VLS e disporão de excelente FORÇA AERONAVAL, o que
é revolucionário
em conceito, porém
primordial
e básico para sobrevivência naval no Século XXI.
Navios de variados portes, do NAe
até a menor Escolta, serão
capazes de transportar aeronaves variadas, na forma mais dispersa já concebida
desde a criação da Aviação
Naval em todo o mundo. O poderio conjugado dessas inovadoras belonaves poderá ser único,
devido mais à eficaz organicidade do conjunto do que à quantidade.
Já a Força de
Submarinos terá como base o projeto nuclear do SNB,
com
a construção de forte quantidade de submarinos de capacidade dissuasória
indiscutível.
O Brasil deverá contar com o
auxílio da França na construção do SNB, graças a um recente acordo de cooperação na área de Tecnologias Avançadas.
(Clique na arte abaixo
para ampliação)
Este esquema
com o corte do Submarino Nuclear Brasileiro de Ataque - SNB,
que a MB estaria se preparando para construir, segundo a Isto
É de 28 de
agosto de 2007, com capacidade de mísseis de cruzeiro, é
feito sobre
um trabalho referente à Classe Los Angeles disponível na
Internet. (Arte Revista Isto É )
Com todo esse inovador poderio,
dificilmente o Brasil precisará
defender-se de inimigos
atacantes. Mesmo com um ataque,
a falha, os custos humanos e econômicos
da aventura, e suas conseqüências, serão de difíceis explicações
no País de origem. Para o Brasil,
poderá bastar o poder da
dissuasão e, se necessário,
o contra-ataque.
TRÊS FROTAS DA MB
Nesta
simulação do DEFESA BR, haverá uma Marinha do Brasil
Oceânica, forte e equilibrada, dotada de TRÊS
FROTAS
com fortes possibilidades estratégicas, fundamentadas
inteiramente em conceitos de
disponibilidade e eficácia.
De acordo
com nossa página
de simulação referente ao Ministério da Defesa (MD), tendo-se um Planejamento
Estratégico de Longo Prazo nesse período de
Transição, a MB passará a ter disponíveis entre 2008 e 2022 os seguintes recursos, em Dólares
(US$) médios anuais, visualizados
no quadro abaixo :
FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
MB
0,7
4,2
2,6
7,5
Serão
US$ 700 milhões para Pesquisa e Desenvolvimento com
Inovação -
PD&I, US$
4,2 bilhões para Construção de Meios, e US$ 2,6 bilhões para todas
as Operações & Manutenção habituais
da Força, totalizando
US$ 7,5 bilhões médios anuais. É um revolucionário e esplêndido
crescimento para uma MB do
Século XXI.
No período total de 15
anos, entre 2008 a 2022, os investimentos somarão :
FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
MB
10,5
63,0
39,0
112,5
%
9,3 %
56,0 %
34,7 %
100 %
(Clique na arte para
ampliação)
Vista
Superior de Navio-Aeródromo Trimaran da MB, de 50.000 ton. Observar a proa (frente) da
embarcação à esquerda. (Arte DEFESA BR por Edilson Moura Pinto)
Um primeiro
e principal Plano de Construção de 15 anos até
2022 poderá contemplar
os seguintes Meios de Combate para as Forças de
Superfície e de Submarinos :
3 Navios-Aeródromos - NAes
multifunção
TRIMARAN de 50.000 ton, com emprego
máximo de 80 aeronaves, sendo
50 caças
e 30 aeronaves diversas (padrão
real com
menos de 60 aeronaves a 40/20);
5 Navios de Assalto Multipropósito - NAMs
TRIMARAN de 30.000 ton, com emprego
máximo de 50 aeronaves, sendo
15 caças, 15
helicópteros de ataque e 20
aeronaves diversas
(padrão real com 35 aeronaves a
10/10/15);
6 Escoltas (E-18) multifunção
TRIMARAN de
18.000 ton, com emprego máximo
de 35 aeronaves,
sendo 12 caças, 8
helicópteros de ataque e 15
aeronaves diversos (padrão real com
25 aeronaves
a 10/5/10);
12 Escoltas (E-12) multifunção
TRIMARAN
de 12.000 ton, com emprego máximo de
25 aeronaves, sendo 8 caças, 5
helicópteros
e 12 aeronaves diversos (padrão real
com a 16
aeronaves a 4/3/8);
15 Escoltas (E-6) multifunção TRIMARAN
de 6.000 ton, com emprego máximo de
10 helicópteros, sendo 4 de ataque e
6 diversos
(padrão real com 6
helicópteros a 2/4);
5 Submarinos Nucleares Brasileiros de Ataque
multifunção (SNB) de 5.000
ton;
20 Submarinos Convencionais com AIP (S-MB-10
e >) de 2.500 ton;
270
Caças Multimissão embarcáveis, sendo 200
Caças Avançados de Longo e
Médio Alcances;
110 Aviões diversos (AEW, AAW, ASW, ASuW,
REVO, EG e Transporte Pesado); e
270 Helicópteros diversos para todos os
navios
acima (Ataque a Terra e de ASuW, AEW, ASW,
EG e Transporte Pesado).
Um segundo
e
paralelo Plano de Construção de 15 anos até 2022
poderá contemplar os
seguintes Meios de Combate para a nova PATRULHA
NAVAL dos Meios
Distritais das Forças de Superfície :
50 Navios-Patrulha TRIMARAN Multifunção
de
1.000 ton, com emprego
máximo de 3 helicópteros;
200 Lanchas de
Patrulha TRIMARAN de 50 ton;
20
Dirigíveis Híbridos
Pesados Multimissão para 300 ton
de carga; e
30
Dirigíveis Híbridos
Médios Multimissão para 100 ton
de carga.
MECs em exercício.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
INVESTIMENTOS DA MB
O Custo Total
de Construção de Meios na Marinha do Brasil em 15 anos (2008 a 2022) é
estimado em US$ 63
bilhões, sendo US$ 42,60 bilhões para Meio Navais e US$ 20,40 bilhões para Meios
Aéreos :
MEIOS NAVAIS FUTUROS
FORÇAS DE SUPERFÍCIE E DE SUBMARINOS
MEIOS NAVAIS
TON
CUSTO US$ BI
QUANT
TOTAL US$ BI
A) FORÇA DE
SUPERFÍCIE
(41)
NAVIO-AERÓDROMO - NAe MULTIFUNÇÃO
TRIMARAN
50.000
1,60
3
4,80
NAVIO DE ASSALTO MÚLTIPLO PROPÓSITO -
NAM TRIMARAN
30.000
1,00
5
5,00
ESCOLTA (E-18) TRIMARAN
18.000
0,80
6
4,80
ESCOLTA (E-12) TRIMARAN
12.000
0,60
12
7,20
ESCOLTA (E-6) TRIMARAN
6.000
0,40
15
6,00
B) FORÇA DE
SUBMARINOS
(25)
SUBMARINO NUCLEAR BRASILEIRO DE ATAQUE
MULTIFUNÇÃO - SNB
5.000
0,60
5
3,00
SMB-10 -
SUBMARINO
CONVENCIONAL COM AIP
2.500
0,40
20
8,00
C) PATRULHA NAVAL
MEIOS DISTRITAIS
(250)
NAVIOS-PATRULHA TRIMARAN
1.000
0,04
50
2,00
LANCHAS DE PATRULHA TRIMARAN
20
0,0015
200
0,30
D) OUTROS
(ANFÍBIO / APOIO) (84)
?
(0,179)
84
1,50
TOTAL
(41+25+250+84)
400
42,60
MEIOS AÉREOS FUTUROS
FORÇA AERONAVAL
MEIOS
AÉREOS
CUSTO
US$ MI
QUANT
TOTAL
US$ BI
A) CAÇAS
MULTIMISSÃO
(270)
1) CAÇA
AVANÇADO LA
50
50
2,50
2) CAÇA AVANÇADO MA
30
150
4,50
3) PAK FA T-50
30
70
2,10
B) AVIÕES
DIVERSOS
(110)
1) AEW
35
25
0,88
2) ASW
35
25
0,88
3) TRANSPORTE PESADO
35
10
0,35
4) EMPREGO GERAL
25
30
0,75
5) REVO MÉDIO
30
20
0,60
C)
HELICÓPTEROS
(270)
1) ATAQUE
25
100
2,50
2) AEW
25
30
0,75
3) ASW
25
60
1,50
4) TRANSPORTE PESADO
30
20
0,60
5) EMPREGO GERAL
15
60
0,90
D) DIRIGÍVEIS HÍBRIDOS
(50)
1) PESADO
50
20
1,00
2) MÉDIO
20
30
0,60
TOTAL (270 + 110 +
270 + 50)
(29.1)
700
20,40
Observe-se
que
nos valores das 2 tabelas acima, não são considerados os custos de desenvolvimento, pois há verba específica para tal em PD&I; os meios navais e
aéreos só incluem os
custos dos sistemas de armas, sendo as munições despesas de Operações.
Ressalte-se ainda que o quantitativo total de aeronaves e
helicópteros dependerá
sempre de ser completado por aparelhos da FAB e do EB, com pilotos
qualificados através do Comando
Conjunto de Aviação.
Aos meios navais a serem
construídos, some-se os atuais 5 Submarinos convencionais - incluindo o S-34 SB Tikuna, um
Improved Tupi com 1.600 ton
lançado incorporado em 2005
- os quais ainda poderão estar em operação em
2022. Todos serão modernizados.
Em setembro de 2008, foi noticiada a
construção no Brasil pelo AMRJ de 4 submarinos SCORPÈNEde 1.600 ton COM AIP e
características de navegação oceânica. Cada unidade deverá custar US$ 600
milhões.
Haverá um estaleiro do ARMJ
dedicado aos submarinos ser construído na área de
Itaguaí, Região Metropolitana do Rio. Ele ficará
na área da Baía de Sepetiba, que fica perto dos
pólos industriais de Rio e São Paulo, da Nuclep, das
usinas de Angra 1 e 2 e do porto de Itaguaí. Esse estaleiro
ficará ao lado da nova Base de Submarinos da MB.
(Clique
na foto abaixo para ver imagem gigante do Lançamento do Tikuna)
Lançamento do S-34 SB
Tikuna no AMRJ do Rio de Janeiro.
(Foto Ricardo Stuckert / PR - ABr
87.279)
Quanto
às 9 Fragatas atuais, 6 da Classe Niterói
Modernizada (F40/F41/F42/F43/F44/F45) e 3 da Classe Greenhalgh
(F46/F48/F49), não
será
aconselhável mantê-las em serviço em 2022.
Teste de míssil AAW
guiado semi-ativo Aspide com o
Sistema Albatroz pela Fragata F-41 Defensora
(Classe Niterói Modernizada) em 2004.
(Foto Serviço
de Relações
Públicas da Marinha)
O FUTURO DA MB - 2022
COMPOSIÇÃO DAS TRÊS FROTAS
BRASILEIRAS EM 2022
FROTA
BASE
NAE
NAM
E-18
E-12
E-6
SNB
SMB
IKL
TOTAL
1ª FROTA
SUDESTE
RJ
1
2
2
4
5
1
7
2
24
2ª FROTA
NORDESTE
PE
1
1
2
4
5
2
6
2
23
3ª FROTA
NORTE
PA
1
2
2
4
5
2
7
1
24
TOTAL
3
3
5
6
12
15
5
20
5
71
Finalmente,
em 2022,
a MB estará muito bem equipada, com 3 FROTAS, 3 modernos Navios-Aeródromos Multifunção, 5 Navios de
Assalto Multipropósito, e
30 Submarinos, sendo 5 SNB Multifunção
de 5.000 ton e 25 SNK,
todos com sistemas AIP.
Terão sido construídos 66 navios de guerra,
totalizando 71 com os 5
Submarinos convencionais atuais.
As 3 FROTAS possuirão 33 Escoltas
Lança-Mísseis Multimissão
TRIMARAN
com a AVIAÇÃO NAVAL, sendo 6 de 18.000 ton (E-18), 12 de 12.000 ton (E-12) e 15 de 6.000 ton (E-6).
Na prática, todas essas Escoltas poderiam ser, pelas elevadas
dimensões e complexidades, também classificadas de
Cruzadores (ver em Opinião o Artigo
"Reclassificação de Meios Navais de Superfície",
de Guilherme Poggio -
no site Poder Naval).
Vista
parcial das instalações da Escola Naval, na Ilha de
Villegagnon, Baía de Guanabara, Rio
de Janeiro.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Assim, cada Frota terá a
disponibilidade média de 11 Escoltas, sendo que todos utilizáveis em deslocamentos por qualquer
Estado de Mar. Será estimada uma disponibilidade permanente de 5 desses
navios por Frota, enquanto
os outros estarão fora de serviço (em diferentes fases).
Para tal, poder-se-á contar
com o emprego inter-frotas. Mesmo
com a manutenção de 3 FROTAS diferentes, é essencial manter-se o conceito de Força
Pronta Global, em que
diferentes meios destas podem formar um só Grupo Tarefa em uma comissão, vindo
a serviço os que
estiverem melhor preparados no momento necessário.
Cerimônia de
Juramento à Bandeira e Entrega de Espadins a
203 Aspirantes na Escola Naval em maio de 2005.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Essa será a maior vantagem
de utilizar-se as 3 FROTAS com NAes, NAMs e as
grandes Escoltas E-18, todos
capazes de Comando, pois as 3 estarão
programadas para estarem sempre preparadas, sendo que seus elementos poderão
interagir e conjugar-se à
medida da necessidade e do imprevisto, objeto de permanente processo de
simulações e exercícios.
MECs em exercício.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Serão pesadamente investidos
US$ 2 bilhões para a construção
de 50 NAVIOS-PATRULHA
TRIMARAN de 1.000
ton. - tanto os NAVIOS-PATRULHA OCEÂNICO - NaPaOc, como os NAVIOS-PATRULHA FLUVIAL - NaPaFlu.
Serão
investidos ainda US$ 300 milhões
para 200 LANCHAS DE PATRULHA TRIMARAN. Os Navios e Lanchas serão
comissionados basicamente para a PATRULHA NAVAL da Amazônia e dos Distritos Navais,
juntamente e apoiados pelos DIRIGÍVEIS
HÍBRIDOS MULTIMISSÃO.
(Cllique na foto abaixo para
ampliação)
Parada
da Flotilha de Mato Grosso,
do 6º Distrito Naval, com Navio
Monitor Parnaíba, Navio de Transporte
Fluvial Paraguassu, Navio de Apoio Logístico Fluvial Potengi,
Navio Transporte Fluvial Piraim, Navio Patrulha Poti, Navio
Patrulha Penedo,
Navio Patrulha Piratini, Navio Patrulha Pirajá, Grupo de
Embarcações de
Patrulha e Desembarque, Grupamento de Fuzileiros Navais de
Ladário,
4º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral
(Foto MB - 6º DN)
Note-se que há uma verba de
US$ 1,5 bilhão para a construção
à parte de todo o tipo de navios de apoio. Tal verba significará a
construção de 84 navios, com mais de 500 ton
para os auxiliares, a
um custo médio de US$
17,86 milhões por unidade.
Assim, o Plano define a
construção de 400 navios e lanchas, sendo 66 navios de guerra para as 3 Frotas, 84
navios diversos, 50 NAVIOS- PATRULHA TRIMARAN, e 200 LANCHAS DE PATRULHA TRIMARAN.
Em tempos normais, os NaPaFluMULTIFUNÇÃO
fornecerão apoio civil total ao desenvolvimento das
populações ribeirinhas, com convênios Federais e Estaduais.
Vista
aérea da Escola Naval.
(Foto
Serviço de Relações Públicas da Marinha)
Após 2022, a ênfase
estará em modernizações e reposições - totais e de
módulos, em menor ritmo, especialmente de Submarinos convencionais para nucleares,
com possível redução nas verbas de Construção e
conseqüente acréscimo em PD&I e em Operações.
Outra
ênfase após 2022 deverá ser a
construção de navios de apoio. A opção pelo aumento de NAes, NAMs, Escoltas, além de Navios e Lanchas
de Patrulha terá
de ser avaliada a partir de 2017.
FORÇA AERONAVAL DA MB
A AVIAÇÃO NAVAL atual da MB ainda é
limitada e em fase de amadurecimento.
Porém, a futura Aviação Naval Embarcada terá 270 caças
multimissão próprios à sua disposição, embarcáveis
e embarcados.
Terá mais 110 aviões
diversos, 100 helicópteros de ataque (à Terra e ASuW) e mais 170
diversos (configurações
para AEW, ASW, EG e Transporte Pesado) ou multitarefa, somando-se 270
helicópteros.
Essas aeronaves, operados pela MB e
pelo EB,
serão basicamente utilizados em grupos com os NAVIOS-PATRULHA
TRIMARAN na Amazônia, e também deverão executar
diversos serviços no âmbito das 3 FROTAS, fornecendo-lhes uma inigualável COBERTURA AÉREA, com vigilância e alertas como AEW,
transporte pesado e outros.
O total da Frota Aérea
própria da MB será de 700 aeronaves, sendo 380 de asas fixas, 270 de asas rotativas e 50
dirigíveis híbridos (54 % / 39 % / 7 %), evidenciando menos uma pequena supremacia da
asa fixa, e mais uma excelente distribuição de meios
aéreos.
Mesmo
com essas quantidades, haverá a disponibilidade de receber a bordo, completando os
esquadrões, até possíveis 650 CAÇAS
AVANÇADOS LA/MA da FAB e até 440 Helicópteros de Ataque e EG da FAB (90) e do EB (350).
Todos estarão absolutamente qualificados e sempre aptos a operar organicamente, sendo
embarcados com a MB e vice-versa, através do Comando Conjunto de
Aviação, reduzindo fortemente
todos os tipos possíveis de custos e criando fortes SINERGIAS entre as 3 Forças.
Essas
serão as FORÇAS
INTEGRADAS ORGÂNICAS
operando com enlace em redes por
uma causa única, a
Defesa do Brasil.
SISTEMA DE PROTEÇÃO
A MB desenvolverá o Sistema de Sensoriamento
Remoto e Proteção Marítima, que
estará totalmente integrado ao SISTEMA INTEGRADO DE DEFESA DE MÍSSEIS - SIDM / ASAT,
operado em conjunto pelo Exército e a Força Aérea para a Defesa do Território Nacional contra ameaças ameaças aeroespaciais, de aeronaves,
mísseis e satélites.
Esse Sistema
Marítimo será equivalente ao SIDM / ASAT. Suas
defesas estarão baseadas
no comando
& controle, e na
ligação
com enlace em redes e apoio mútuo das 3 FROTAS e das 3 FORÇAS, com o arsenal de caças,
mísseis antiaéreos,
anti-satélites, antinavios e anti-mísseis, sensores terrestres, aéreos e orbitais.
Contará com larga rede
integrada de radares e
sensores remotos dispostos pela costa, em ilhas e plataformas,
além de vigilância
aérea, de superfície e submarina.