
ORÇAMENTO DE DEFESA
O DEFESA BR é uma SIMULAÇÃO de tudo que o Brasil
poderia fazer para manter a soberania sobre suas riquezas
das Amazônias Verde e Azul com um conservador
Orçamento de Defesa de 1 % do PIB.
O ilusório Orçamento de Defesa do Brasil em 2006 poderia significar já baixos 1,6 % de seu PIB de R$ 2,322.818 trilhões no mesmo ano, com R$ 37,25 bilhões, ou US$ 17,1 bilhões a um câmbio de R$ 2,1776 por cada Dólar. Porém, era despendido apenas 0,3 % do PIB com Custeio e Investimentos.
ORÇAMENTO DE DEFESA
CUSTEIO E INVESTIMENTOS
EM DÓLARES
VALORES EM US$ 2006
2007
2008
PIB NOMINAL (TRILHÕES) 1,067
1,333
-
CUSTEIO + INVEST (BILHÕES) -
2,4 4,6
% DO PIB DO ANO ANTERIOR
-
0,2 %
0,3 %
Quadro projetado por DEFESA BR.
O PIB REAL do Brasil em 2006 - para comparação com outras Nações, pelo PPP foi de quase US$ 1,880 trilhão. Entretanto, adotou-se aqui a metodologia de PIB NOMINAL calculado pelo câmbio oficial em US$ 1,067 trilhão, porque é necessário calcular a dimensão do Orçamento de Defesa em relação ao PIB.
Tal Orçamento de Defesa teórico somente refletia um grave e histórico problema de Recursos Humanos, o PREVIDENCIÁRIO. Sua folha de pagamentos tem 600 mil pessoas, sendo que apenas 358 MIL encontram-se em atividade.
EFETIVOS DAS
FORÇAS ARMADAS
EM 2007
FORÇA
EFETIVOS
%
MB
56.000
16
FAB
69.000 19EB 233.000
65TOTAL
358.000
100
Do total, 90,5 % são praças (soldados
a suboficiais) e 9,5 % são oficiais.
Despende-se incríveis 75 % do Orçamento de Defesa somente com a Folha de Pagamentos, sendo grande parte relativo ao déficit previdenciário, que não tem nada a ver com a Defesa da Nação. Outra parcela significativa é simplesmente contingenciada pelo Tesouro Nacional e, possivelmente, utilizados para o pagamento da dívida pública federal.
Nesse ponto, torna-se premente a participação de um LEGISLATIVO esclarecido em todo o Processo Orçamentário e de Planejamento. Com isso, será possível obter-se fixas e NOVAS ORIGENS DE RECURSOS, as quais vêm moldar e embasar todo o presente trabalho de simulação.
Impõe-se uma Emenda Constitucional para desvincular PREVIDÊNCIA do Orçamento do Ministério da Defesa (e outros). Impõe-se ainda transformar o Orçamento Federal em IMPOSITIVO, de exercício obrigatório.
![]()
Vista do Congresso Nacional à Noite.
(Foto da Agência Câmara)
Em nossa simulação, o Planejamento a Longo Prazo será realizado com essas NOVAS ORIGENS DE RECURSOS. Elas garantirão que o Brasil passe a ter uma DEFESA DE VERDADE com o equivalente a somente 1 % do PIB até 2022 (15 anos) para Operação - Custeio e Investimentos. O Orçamento Federal responderá somente pelo gasto previdenciário de Defesa.
A base da simulação do DEFESA BR partia de um PIB NOMINAL do Brasil em 2005 a US$ 800 bilhões, com quase R$ 2 trilhões a um câmbio médio de R$ 2,50 no ano. De fato, o PIB fechou 2005 em US$ 797 bilhões, ou R$ 1,937 trilhão com câmbio médio de R$ 2,43, tudo em sintonia com a previsão do DEFESA BR, antes da revisão do IBGE.
Ressalte-se que, ao final de 2006, o PIB brasileiro ultrapassara US$ 1 trilhão, chegando a US$ 1,067 trilhão, com um Dólar médio a R$ 2,1776. Poderá o País, mais dia menos dia, vir a ultrapassar Espanha e Canadá, vindo a retomar seu histórico lugar de 8ª maior economia mundial e, talvez, muito mais com os seus BIOCOMBUSTÍVEIS.
AS 15 MAIORES ECONOMIAS
MUNDIAIS ENTRE 2003 E 2006
PIB NOMINAL
US$ BILHÕES
LUGAR
PAÍS 2006
2005
2004
2003
1º
Estados Unidos
13,262
12,760
11,757
10,857
2º
Japão
4,464
4,960
4,780
4,291
3º
Alemanha
2,890
2,600
2,734
2,386
4º
China
2,554
2,230
1,543
1,381
5º
Reino Unido
2,358
2,280
2,113
1,752
6º
França 2,227
2,112
2,026
1,732
7º
Itália
1,841
1,735
1,669 1,459
8º
Canadá
1,273
1,047
957
851
9º
Espanha
1,217
1,046
971
819
10º
Brasil
1,067
884
665
493
11º
Rússia
975
765
535
419
11º
Coréia do Sul
877
727
582
521
12º
Índia
854
753
594
510
13º
México
811
757
649
612
15º
Austrália
744
650
622
508
Dados do IBGE.Wikipedia - List_of_countries_by_future_GDP_estimates_- NominalValor do PIB de cada País convertido em
Dólar, compensada a projeção de inflação.
PIB do Brasil já com a nova metodologia
do IBGE anunciada em março de 2007.
A média do ORÇAMENTO DE DEFESA ANUAL em 15 anos será de US$ 16 bilhões, com um valor inicial de US$ 11,6 bilhões em 2008 e final de US$ 22,10 bilhões em 2022, em valores atuais.
Haverá forte mudança na relação entre as 3 Forças, dadas as necessidades e prioridades de novos tempos. A distribuição média será :
FORÇA
%
US$ BILHÕES
MB
45,6
7,3FAB
30,6 4,9EB 23,8
3,8TOTAL
100,0
16,0
Com esta evolução no Orçamento Anual de Defesa,
baseada em NOVAS ORIGENS DE RECURSOS
para uma média de US$ 16 bilhões em 15 anos,
o País estará apto a iniciar seu caminho para
2022, com desenvolvimento econômico e social,
grande incremento científico, desenvolvimento
tecnológico nacional, ativação de diversas
indústrias e estaleiros, geração de dezenas
de milhares de empregos, elevada expansão nas
exportações de produtos e sistemas de Defesa
e, acima de tudo, a dissuasão de ameaças à
soberania e à liberdade do povo brasileiro.
Para tudo isso, a partir de 2008 e até 2022, o Orçamento de Defesa do Brasil com Custeio e Investimentos será de apenas :
1 % DO PIB
INVESTIMENTOS
Resolvido o problema referente às ORIGENS DE RECURSOS necessários e tendo-se o Planejamento Estratégico com objetivos de Longo Prazo, pode-se determinar quais serão os investimentos necessários a cada Força e tudo o que poderá ser desenvolvido e construído aqui.
QUADRO MÉDIO ANUAL DE
INVESTIMENTOS EM DEFESA
(US$ bilhões - Período de 2008 a 2022)
FORÇA
PD&I
CONS
OP & MT
TOTAL
%
MB 0,7
4,2
2,6 7,5
46,9
FAB
0,4
3,2
1,1
4,7
29,4
EB
0,2
1,7
1,9
3,8
23,8
TOTAL
1,3
9,1
5,6 16,0
100,0
%
8,1
56,9 35,0
100,0
-
De acordo com o quadro acima, as 3 Forças gastarão na média dos 15 anos, anualmente, 35 % das verbas disponíveis com suas OPERAÇÕES e MANUTENÇÃO (englobando administração, folha de pessoal ativo e civil, manutenção de meios, instalações, etc.), ou seja, US$ 5,6 bilhões médios anuais.
Às CONSTRUÇÕES de MEIOS e à PESQUISA e DESENVOLVIMENTO COM INOVAÇÃO (PD&I), serão atribuídos 65 % das verbas, ou US$ 10,4 bilhões médios ao ano, valores seguramente revolucionários para o Brasil, mas que trarão ENORME DESENVOLVIMENTO E RETORNO ECONÔMICO E SOCIAL.
Como já mencionado na ABERTURA do DEFESA BR, pode-se ter um retorno básico de DOZE REAIS no PIB a longo prazo para CADA REAL investido. Seria o equivalente a um acréscimo do PIB de impressionantes US$ 124,8 bilhões (11,7 % de US$ 1,067 trilhão do PIB de 2006 já com o acréscimo) para os US$ 10,4 bilhões de novos investimentos em Construções e em PD&I.
Note-se a Divisão dos Recursos dentro de cada Força, de acordo com suas características e necessidades próprias, de maior ou menor emprego de equipamentos sofisticados, estando a Marinha em um extremo superior (46,9 %) com necessidade de dissuasão e projeção de poder, que será orgânica, das 3 Forças em conjunto.
Ela será suportada pelos NAes, NAMs, nova família de Escoltas, e toda a sua grande FORÇA AERONAVAL dispersa em todos esses meios, e por submarinos nucleares e convencionais. Todos os Meios Navais terão capacidade Lança-Mísseis de Cruzeiro com VLS.
Destaque-se ainda o forte implemento dos novos Meios Distritais, Navios de Patrulha e suas Lanchas, com o apoio de DHMs.
Em seguida, virá a Força Aérea com os CAÇAS AVANÇADOS LA (Longo Alcance) e MA (Médio Alcance) em grande quantidade. O Exército deverá estar em degrau tecnológico pouco abaixo, mas sem perda de importância, pois terá a cargo a busca pela excelência da FAREI, além de Dirigíveis Híbridos e Pelotões Móveis na Amazônia, em um enorme trabalho de integração.
![]()
Ministro José Alencar (sentado) no Seminário sobre Defesa Nacional na
Amazônia, em 30 de novembro de 2005, que teve o objetivo de informar
o público sobre os aspectos políticos, econômicos e sociais da região.
(Foto Marcello Casal Jr - ABr - 137032)
Ressalte-se que a MB, a FAB e o EB disporão, respectivamente, de US$ 4,2 / 3,2 / 1,7 bilhões para a Construção de Meios em média, anualmente, somando US$ 9,1 bilhões, e as 3 Forças não terão mais problemas de contingência, podendo realizar os exercícios, treinamentos e operações conjuntas que lhes aprouverem, com o objetivo de atingirem uma FORÇA DE DEFESA ÚNICA e próxima ao ideal.
De acordo com as necessidades individuais que são detalhadas em cada Força neste site, vê-se o enorme potencial de SINERGIA e EXCELÊNCIA que uma INTEGRAÇÃO ORGÂNICA com demanda agregada das 3 operando sempre com enlace em redes pode significar, entre outros, em termos de volume de encomendas, para investimentos em P&D Inovador e para o Parque Industrial Brasileiro, com redução de custos e forte competitividade internacional para os Exportadores Brasileiros de Defesa.
A simulação do DEFESA BR atribui 8,1 % das verbas do plano para investimentos em PD&I, um escândalo para o Brasil de todos os tempos. O normal no meio militar e em boas empresas seria entre 3 % e 5 %, no máximo, mas como o Brasil terá de inovar mais, partindo muito de trás, todo o esforço se pagará em muitas e muitas vezes, pois gerará conhecimento e tecnologias duais inéditas no mundo, militares e civis, como ocorreu com a... internet e o celular.
VÍDEO - BRASIL VAI CONSTRUIR
SUBMARINO NUCLEAR (02:26 MIN)
Reportagem do Bom Dia Brasil, em 29 de setembro de
2008, sobre a futura construção do SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)
VÍDEO - ALEXANDRE GARCIA FALA
SOBRE CONSTRUÇÃO DE
SUBMARINO NUCLEAR (01:59 MIN)
Alexandre Garcia, no Bom Dia Brasil de 29 de setembro de
2008, falando sobre Ciro, Rei da Pérsia, e o SNA brasileiro.
(Vídeo Globo Vídeo)
Ressalte-se que o Orçamento de Defesa dos EUA funciona como o maior programa de política industrial do mundo. Sabe-se que 15 % dele, ou mais de US$ 70 bilhões ao ano, é aplicado em PD&I com fins militares. Porém, grande parte das invenções tenderá a ser de uso DUAL, em que enormes benefícios das novas tecnologias também alcançarão o setor privado e o cidadão comum.
Toda atenção nesse campo é pouca para evitar-se ao máximo a presença de capital estrangeiro nas empresas locais, pois isso desestimularia totalmente o desenvolvimento e o emprego de tecnologia nacional, em ardiloso proveito da tecnologia das matrizes de multinacionais obviamente orientadas por seus e mesmo outros governos.
QUADRO AGREGADO DE MEIOS
CONSTRUÍDOS DE 2008 ATÉ 2022
MEIOS
QUANT ACUM 1) NAVAL = 400
NAVIO-AERÓDROMO (NAe) MULTIFUNÇÃO 3
3
NAVIO DE ASSALTO MULTIPROPÓSITO (NAM) 5 8ESCOLTA DE 18.000 TON
6 14ESCOLTA DE 12.000 TON
12 26
ESCOLTA DE 6.000 TON
15 41
SNB (SUB NUCLEAR BR DE ATAQUE MULTIFUNÇÃO)
5
46
SMB (SUB MÉDIO)
20
66
NAVIOS-PATRULHA MULTIFUNÇÃO
50
116
LANCHAS DE PATRULHA
200
316
NAVIOS DIVERSOS (> 500 TON AUX)
84
400
2) AÉREO = 2.500
CAÇA AVANÇADO LONGO ALCANCE (FAB + MB / 2012)
250
250
CAÇA SU-32 FN ANTINAVIO (FAB / 2007)
50
300
CAÇA PAK FA (FAB + MB / 2010)
170
470
CAÇA AVANÇADO MÉDIO ALCANCE (FAB + MB / 2012) 600
1.070
CAÇA LEVE (FAB)
200
1.270
AEW E ASW (FAB + MB)
130
1.400
TRANSPORTE PESADO (FAB + MB + EB) 70 1.470
TRANSPORTE MÉDIO "
155 1.625
HELICÓPTERO DE ATAQUE "
300
1.925
HELICÓPTERO PESADO "
85
2.010
HELICÓPTERO EMPREGO GERAL "
300
2.310
HELICÓPTERO AEW E ASW (MB)
90 2.400
DIRIGÍVEIS DHM PESADOS
40
2.440 DIRIGÍVEIS DHM MÉDIOS
60
2.500
Esses números de uma completa reestruturação das Forças Armadas na simulação do DEFESA BR podem parecer bastante exagerados perto do que existe hoje.
Porém, são necessários frente ao abismo material e tecnológico atual, além das possíveis e previsíveis ameaças, e até mesmo realistas quanto ao potencial Orçamento de Defesa para 2008 / 2022, baseado em NOVAS ORIGENS DE RECURSOS, e acompanham o mesmo percentual do PIB projetado para o período. Poderão fazer parte da futura Política Nacional da Indústria de Defesa.
Ademais, repetindo, estão na medida certa do esforço necessário para :
Defesa dissuasória contra novos potenciais
atores agressivos na Área Marítima Jurisdicional, a
AMAZÔNIA AZUL, e na AMAZÔNIA VERDE,
importando em 2 AMAZÔNIAS a serem defendidas,
simultaneamente;
Projeção de poder em qualquer lugar do mundo
para a defesa de crescentes interesses, de aliados
e da paz com pronta ação (através da ONU, até
como futuro membro de um futuro Conselho de
Segurança Ampliado);
Desenvolvimento científico, tecnológico e
industrial com escala, timing e criatividade
inovadora suficientes aos diversos projetos
atuais e futuros (observando-se diversas evoluções
como as NANO-INOVAÇÕES em ritmo cada
vez mais acelerado no mundo e em ciclos sempre
menores); e
Multiplicação de efeitos por toda a economia
brasileira, ajudando a colocá-la em novo e
superior patamar de desenvolvimento social e
de significativa projeção econômica na
comunidade internacional.
Veja na página referente a cada Força, como será o emprego das verbas, de acordo com as suas necessidades dentro do Plano do DEFESA BR.
FONTES & LINKS
Ministério da Defesa
Defesa Net - Considerações Políticas Sobre a Defesa Nacional
Brazil's Perspective - em pdf
Brazil"s Perspective on The Global Security Environment and The United States Role in That Environment - Artigo do Gen Bda Res Álvaro de Souza Pinheiro Seminário no US Army Training and Doctrine Command - TRADOC - Maio 2004 - Em Defesa Net
Brazil's Defense Approach - em pdf
Brazil"s Defense Approach Toward a Changing Security Environment - Artigo do Gen Bda Res Álvaro de Souza Pinheiro - "Workshop" no Institute For National Security Studies - USA National Defense University - Setembro 2004 - Em Defesa Net
O Brasil é, ao mesmo tempo, um “anão” político-militar e um “gigante” demográfico, territorial, econômico e cultural. Apesar de ser candidato a um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, nosso país é um dos que menos investem em suas Forças Armadas. Por Eduardo Italo Pesce - Em Revista Segurança & Defesa.
Alide - LAAD 2007
| PARTE |
| 1 |
| 2 |
| 3 |